Escritas

O Amor e a Morte

Ariano Suassuna
Com tema de Augusto dos Anjos

Sobre essa estrada ilumineira e parda
dorme o Lajedo ao sol, como uma Cobra.
Tua nudez na minha se desdobra
— ó Corça branca, ó ruiva Leoparda.

O Anjo sopra a corneta e se retarda:
seu Cinzel corta a pedra e o Porco sobra.
Ao toque do Divino, o bronze dobra,
enquanto assolo os peitos da javarda.

Vê: um dia, a bigorna desses Paços
cortará, no martelo de seus aços,
e o sangue, hão de abrasá-lo os inimigos.

E a Morte, em trajos pretos e amarelos,
brandirá, contra nós, doidos Cutelos
e as Asas rubras dos Dragões antigos.

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Comentários (2)

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Ezequiel
Ezequiel
2017-06-03

Não entendi, como posso compreender esse poema? Ele é muito profundo

Rayanne kelly
Rayanne kelly
2017-05-19

Olá , queria achar quando essa poesia foi criada alguém me indica onde eu possa achar , gostei muito dessa poesia mais preciso de mais detalhes ! OBRIGADO !!!