Horas Mortas
Alberto de Oliveira
Breve momento após comprido dia
De incômodos, de penas, de cansaço
Inda o corpo a sentir quebrado e lasso,
Posso a ti me entregar, doce Poesia.
Desta janela aberta, à luz tardia
Do luar em cheio a clarear no espaço,
Vejo-te vir, ouço-te o leve passo
Na transparência azul da noite fria.
Chegas. O ósculo teu me vivifica
Mas é tão tarde! Rápido flutuas
Tornando logo à etérea imensidade;
E na mesa em que escrevo apenas fica
Sobre o papel — rastro das asas tuas,
Um verso, um pensamento, uma saudade.
De incômodos, de penas, de cansaço
Inda o corpo a sentir quebrado e lasso,
Posso a ti me entregar, doce Poesia.
Desta janela aberta, à luz tardia
Do luar em cheio a clarear no espaço,
Vejo-te vir, ouço-te o leve passo
Na transparência azul da noite fria.
Chegas. O ósculo teu me vivifica
Mas é tão tarde! Rápido flutuas
Tornando logo à etérea imensidade;
E na mesa em que escrevo apenas fica
Sobre o papel — rastro das asas tuas,
Um verso, um pensamento, uma saudade.
Comentários (6)
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Aldo ferreira
2023-11-22
Verdade concordo ainda mais q eu gosto muito de matemática
Tomema sturbando
2023-11-22
Muito impressionante como esses poetas tinham criatividade para fazer poemas tão lindos e perfeitos com uma sensibilidade e escolhas de palavras tão bonitas
Fulano
2023-07-09
Depois de escrever o poema ele saiu da sala para chicotear o pobre escravo dele que derrubou um pires da mesa sem querer.
helo
2023-03-02
que povo triste<br />
richard
2023-03-02
impressionante como estes poetas parnasianos tinham tempo para escrever poesia de linguagem tão robusta
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