No ciclo eterno das mudáveis coisas

Ano: 598
No ciclo eterno das mudáveis coisas
Novo Inverno após novo Outono volve
À diferente terra
Com a mesma maneira.
Porém a mim nem me acha diferente
Nem diferente deixa-me, fechado
Na clausura maligna
Da índole indecisa.
Presa da pálida fatalidade
De não mudar-me, me infiel renovo
Aos propósitos mudos
Morituros e infindos.


24/11/1925
2 360 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.