TERNURA
Paulo Sérgio Rosseto
O poro abre
Eriça o pelo
Espreme o suor
A pele
Como se em gozo,
Insana, explodisse
Pelos raros pelos
Úmida alma
Na penugem enovela
Em dose única!
Unem-se os polos,
O sonho aquece
Sob a língua, passeia
E o desejo abraça
O cheiro exala
Abrasa a calma
A mama espuma
Onde o anjo esbanja
É esta a prece
Da terra quando seca
Sua chuva veste
E a ternura fala!
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