Descobrimento
Mário de Andrade
Abancado à escrivaninha em São Paulo
Na minha casa da rua Lopes Chaves
De supetão senti um friúme por dentro.
Fiquei trêmulo, muito comovido
Com o livro palerma olhando pra mim.
Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!
muito longe de mim
Na escuridão ativa da noite que caiu
Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos,
Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
Faz pouco se deitou, está dormindo.
Esse homem é brasileiro que nem eu.
Na minha casa da rua Lopes Chaves
De supetão senti um friúme por dentro.
Fiquei trêmulo, muito comovido
Com o livro palerma olhando pra mim.
Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!
muito longe de mim
Na escuridão ativa da noite que caiu
Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos,
Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
Faz pouco se deitou, está dormindo.
Esse homem é brasileiro que nem eu.
Comentários (7)
Iniciar sessão
ToPostComment
Poetisa
2024-05-18
Esse poema é uma ode à diversidade e a pluralidade brasileira. A despeito de ambos os personagens estarem astronomicamente longes, são brasileiros de igual modo. Mário de Andrade é um gênio.
Malu
2024-02-15
Tbm NN
Mike
2023-10-16
Tmb
Mike
2023-10-16
Fiz um trabalho nesse poema nao entendi nd
anonimos
2022-03-14
fui obrigada a fazer um trabalho sobre esse poema mas até que é legal
Português
English
Español