Escritas

Não canto a noite porque no meu canto

Fernando Pessoa Ano: 598
Não canto a noite porque no meu canto
O sol que canto acabará em noite.
Não ignoro o que esqueço.
Canto por esquecê-lo.

Pudesse eu suspender, inda que em sonho,
O Apolíneo curso, e conhecer-me,
Inda que louco, gémeo
De uma hora imperecível!


02/09/1923
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