Escritas

CONTANTO QUE DURMAS

Gabriela Mistral
A rosa vermelha
colhida à tarde;
o fogo e a canela,
esse fogo, o cravo.

O pão de forno
de anis com mel;
a redoma de ouro
com peixe dentro;

Ai! terás tudo,
coração meu,
contanto que durmas
de uma vez.

A rosa, digo,
o cravo, também;
a fruta, digo
e digo o mel;

o peixe de luzes,
tudo quanto sonhas
contanto que durmas
até de manhã.

(Tradução
de Henriqueta Lisboa)

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