Escritas

TU, JOVEM ARCO-ÍRIS

Edith Sitwell
Tu, jovem Arco-Íris de minhas lágrimas, Alcião gentil
Por sobre as torvas águas do meu seio:
Conduz-me como outrora a minha dor, teu gado, pelas côncavas
Encostas aos distantes pastos do perdido céu.
Mas ai, murcharam já os prados e o horizonte
Do gentil Alcião, sol de jacinto;
Frios são os ramos, as constelações caindo
Dos galhos primaveris, e o teu coração está longe
E frio como Arcturo, a distâncias de todos os anos de luz
Da terra florescente e da treva em meu peito.

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