Escritas

Cálice do pecado.

Nabelle

Transborde teu sangue em minha garganta acariciando o incerto de teu gozo que padece em minha necessidade. Ferva teus desejos e derrame lentamente no meu desesperado querer, vulgarizando o sensato segundo do viver.

Envolva a corda em nossos pescoços. Presos ao abismo do prazer insensato, deleitarei tua carne no ventre da morte. Escreverei em nossa cama os absurdos que não contarei a ninguém e pouco a pouco farei derramar o mel ansiado pelos meus toques.

Em silêncio busco tua essência em meus delírios, onde na perdura da noite tua disritmia faz-me esnobar o correto. Quero um trago do incerto de seus olhos. Transmitindo a áurea colorida que encontro em teus olhares, retardando os sentidos da sensatez. Sensatez essa, que não procuro fazer-me refém.

Faça-me prisioneira de teu respirar, acomode-me em teu peito, no canto de teus ouvidos. Ninguém precisa ouvir nossa composição. Toquemos-a em silêncio interior. Ouça minhas preces ao degustar nosso sexo. Fútil e inglório com meus sentimentos.

Embriagaremos-nos aos poucos com os risos incontroláveis que teimam em nos padecer lentamente. Seremos um só verso proseado com o gosto da liberdade. Melodia dispersa pelo encostar de nossos lábios.

-Luci e Nabelle.

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