Escritas

Cantiga de Maldizer – I

Afonso Eanes de Coton
Marinha, o teu folgar
tenho eu por desacertado,
e ando maravilhado
de te não ver rebentar;
pois tapo com esta minha
boca, a tua boca, Marinha;
e com este nariz meu,
tapo eu, Marinha, o teu;
com as mãos tapo as orelhas,
os olhos e as sobrancelhas,
tapo-te ao primeiro sono;
com a minha piça o teu cono;
e como o não faz nenhum,
com os colhões te tapo o cu.
E não rebentas, Marinha?

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Comentários (2)

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ana
ana
2024-05-14

adorei

vanessa
vanessa
2020-03-23

ola... amo essa cantiga e tao romantica e profunds aprendi na ecola vou mostrar pra minha mae