Escritas

Lispector

Mário Rui de Oliveira
Palavras larvares do mais esquecido magma. Ferem, queimam, vomitam a
matéria viscosa que corre nas veias. O mais difícil é escrever quando
a morte espreita, verde, em cada linha.
Tímidas teias, as mãos onde tudo se arrisca. Um bosque de matéria
inorgânica, evidentemente lancinante, o caminho até à tua fechadura.
A vida é uma história ainda mal contada, querida Clarice.

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