Escritas

Empurram-se dos olhos,

Jorge Melícias
dividem-se pela casa.

Como grandes câmaras vazias sonham

ou enloquecem por detrás dos cântaros.

Cantam as mãos que cozem junto ao barro,

o azeite dormindo nas talhas.

Cantam o outono nos olhos húmidos dos cães.

de A Luz nos Pulmões(2000)

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