Escritas

Abrimos as portas sorrindo

João Miguel Fernandes Jorge
ou a lata de bolos de infância.

Era uma criança pela fadiga

dos olhos, pela idade das excursões

pelas praças da cidade.

demoradas visitas de indiferença

e receio.

Um tímido sinal descendo levemente

o corpo, depois a face, os lábios

trémulos e um balbuciado “não

volto mais”.

“Está bem. Eis-me aqui ao teu lado”.

Esquecera a segunda cor do mar.

De um segundo fizera horas, mesmo que,

de ti, não tenha conseguido enumerar

senão as chaves na porta do quarto.

A próxima explosão.

Tudo é tão verdadeiro, tão claro,

neste canto de sonho.

2 343 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment