Escritas

Poema épico

António Gedeão
O rapagão da camisola vermelha sacode a melena da testa
e retesa os braços num bocejo como um jovem leão voluptuoso.
Dorme a sesta
o involuntário ocioso.

A filha do alfaiate atirou a tesoura e o dedal pela janela
e sumiu-se na noite escura do mundo.
Quis respirar mais fundo
e isso de ser coitada é lá com ela.

O homem da barba por fazer conta os filhos e as moedas
e balbucia qualquer coisa num tom inexpressivo e roufelho.
Súbito chamejam-lhe os olhos como labaredas;
- Eu já venho!

O da face doente,
o que sofre por tudo e por nada, sem querer,
abana a cabeça negativamente:
- Isto não pode ser! Isto não pode ser!

Sentados às soleiras das portas,
mordendo a língua na tarefa inglória,
com letras gordas e por linhas tortas
vão redigindo a História.

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Comentários (11)

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eadgda
eadgda
2017-05-31

sdgsadg

Tamires Silva
Tamires Silva
2017-03-05

alguem sabe me xplicar pq esse poema é épico?

glauciele silva
glauciele silva
2016-10-23

Só falto o titùlo mas esse poéma e 10

glauciele silva
glauciele silva
2016-10-23

Só falto o titùlo mas esse poéma e 10

glauciele silva
glauciele silva
2016-10-23

Só falto o titùlo mas esse poéma e 10