Escritas

O dia em que eu nasci, moura e pereça

Luís de Camões
O dia em que eu nasci, moura e pereça
Não o queira jamais o tempo dar,
não torne mais ao mundo e, se tornar,
eclipse nesse passo o sol padeça.

A luz lhe falte, o sol se escureça,
mostre o mundo sinais de se acabar,
nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
a mãe ao próprio filho não conheça.

As pessoas pasmadas, de ignorantes,
as lágrimas no rosto, a côr perdida,
cuidem que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,
que este dia deitou ao mundo a vida
mais desgraçada que jamais se viu.

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Comentários (5)

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Viitin
Viitin
2025-11-05

Meu Instagram é tesk.zk

Fulano#66
Fulano#66
2025-11-05

Bombastico

Fulano#66
Fulano#66
2025-11-05

Bombastico

Fulano#66
Fulano#66
2025-11-05

Bombastico

Julio
Julio
2021-12-01

Um dos sonetos que mais me agrada...