Corpos Amantes
Kassel, 06.03.00
Ecoam no silêncio da noite invernal
Gemidos e sussurros de corpos amantes,
Entrelaçados na dança dionisíaca da eterna procura mútua.
II
Olhos flamejantes que se encontram em cantos diversos
Na dimensão finita do quarto escuro,
O tocar delicado de mãos suaves a deslizarem sobre a carne nua,
A fragância inebriante que se emana des longos cabelos dourados,
Campos de trigo a desafiarem a aspereza implacável do Inverno,
Pelos epidérmicos a brotarem da pele macia,
Prenúncio da Primavera próxima.
III
Ecoam no silêncio da noite invernal
Gemidos e sussuros de corpos amantes,
Corpos ardentes transmudados em piras vulcânicas,
União simbiótica de amor transcendente, iluminando
a penumbra da noite fria,
Um dar-se e entregar-se incessante na vã tentativa
De eternecer o momento indescritível e fugaz.
IV
Ecoam no silêncio da noite invernal
Gemidos e sussuros de corpos amantes,
Confluência ritímico-simbiótica de gozo infinito-inefável,
Corpos em convulsões espamódicas,
Gritos arrebatantes de amor em êxtase,
Eufonia a soar pela noite adentro.
V
Ecoam no silêncio da noite invernal
Gemidos e sussuros de corpos amantes.
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