Ápice

Mário de Sá-Carneiro
Mário de Sá-Carneiro
1 min min de leitura
O
reio de sol da tarde
Que uma janela perdida
Reflectiu
Num instante indiferente –
Arde,
Numa lembrança esvaída,
À minha memória de hoje
subitamente

Seu efémero arrepio
Ziguezagueia, ondula, foge,
Pela minha retentiva...
– E não poder adivinhar
– Por que mistério se me evoca
– Esta ideia fugitiva,
– Tão débil que mal me toca!....

– Ah, não sei porquê, mas certamente
Aquele raio cadente
Alguma coisa foi na minha sorte
Que a sua projecção atravessou...

Tanto segredo no destino de uma vida ...

É como a ideia de Norte,
Preconcebida,
Que sempre me acompanhou...

4 629 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.