Chaves na mão, melena desgrenhada

Nicolau Tolentino
Nicolau Tolentino
1 min min de leitura
Chaves na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé na casa, a mãe ordena
Que o furtado colchão, fofo e de pena,
A filha o ponha ali ou a criada.

A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz coa doce voz que o ar serena:
- «Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»

- «Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem mãos?» E, dizendo isto,

Arremete-lhe à cara e ao penteado.
Eis senão quando (caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!...

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Comentários (5)

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O teu primo
O teu primo
2026-03-08

Complicado onde este poema? Só ser for pr'algum otário Que só vê nele um problema Porque não tem vocabulário É bom saber falas diferentes Dar força e campo ao pensamento E em vez de figuras deprimentes Estar sempre à altura do momento Saber dá asas pr'a voar Ver, entender e estar apto É melhor ler e aprender Do que dar uma de mentecapto

Uabo
Uabo
2023-10-02

Arrependo de ter escolhido este poema ://

Tua tia
Tua tia
2023-10-02

Tenho q fazer isto tou todo mamado

O teu pai
O teu pai
2022-06-02

Estou aqui partilhando a minha seca durante a apresentação deste texto

érica
érica
2022-04-13

como se faz a analise dos versos do poema?