Escritas

O Palácio da Ventura

Antero de Quental
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busca anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas douro, ante meus ais!

Abrem-se as portas douro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão -- e nada mais!
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Comentários (4)

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Cassildo
Cassildo
2022-06-20

CHI CHI BEM LOCO

Joao Pereira AEDD
Joao Pereira AEDD
2021-05-31

Concordo lemos

Monengue
Monengue
2021-05-31

Xeeee esse poema ta fireeee

Beatriz
Beatriz
2019-04-28

um poema com muitas emoções é lindo este poema lírico entre outros poemas