Escritas

Desencanto

Manuel Bandeira Ano: 1378
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,.
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
— Eu faço versos como quem morre.

Teresópolis, 1912
50 376 Visualizações

Comentários (9)

Iniciar sessão ToPostComment
Ana Clara M .B
Ana Clara M .B
2025-10-23

quanto ano vc tem

Ana Clara M .B
Ana Clara M .B
2025-10-23

foi lindo o poema

Ana Clara M .B
Ana Clara M .B
2025-10-23

foi lindo o poema

Rubens Andrade
Rubens Andrade
2024-09-26

genial, como tudo que ele escrevia...

lemos
lemos
2023-11-19

fala sobre oq exatamente?<br />