Vai-te, Poesia!
José Gomes Ferreira
Vai-te, Poesia!
Deixa-me ver a vida
exacta e intolerável
neste planeta feito de carne humana a chorar
onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos
com bandeiras de lume nos olhos,
para fabricar sonhos
carregados de dinamite de lágrimas.
Vai-te, Poesia!
Não quero cantar.
Quero gritar!
Deixa-me ver a vida
exacta e intolerável
neste planeta feito de carne humana a chorar
onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos
com bandeiras de lume nos olhos,
para fabricar sonhos
carregados de dinamite de lágrimas.
Vai-te, Poesia!
Não quero cantar.
Quero gritar!
Comentários (2)
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Lucilene Melo
2021-01-10
Linda! É a alma ficar olhando o corpo ir.
mariaterra
2014-04-06
Que cantem os anjos <br />e gritem Poesia de vento <br />e tragam sonhos de alento <br /> <br />
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