Fanatismo
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver.
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No mist’rioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!...
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa...”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!...”
Meus olhos andam cegos de te ver.
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No mist’rioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!...
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa...”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!...”
Comentários (5)
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Pedro Henrique Ferreira
2026-03-17
Quem aqui conheceu esse poema graças ao Raimundo Fagner?
robertinho de roberto
2024-08-28
descrevê-lo: impossível! .....senti-lo, amá-lo, vivê-lo se tiver um grande coração!
2023-12-09
Fascinante
Beletrista
2023-03-27
Não há como descrever este soneto; impossível dá-lhe definições, opniões ou crísticas. Um dos mais belos textos literários que já tive a oportunidade de absover. Obrigado, Flobela Espanca.
mcegonha
2022-06-18
Apenas poesia Bela a poetiza espiritual.