Nunca a alheia vontade, inda que grata,
Fernando Pessoa
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Ano: 598
Nunca a alheia vontade, inda que grata,
Cumpras por própria. Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Niguém te dá quem és. Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Cumpre alto. Sê teu filho.
Cumpras por própria. Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Niguém te dá quem és. Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Cumpre alto. Sê teu filho.
Comentários (2)
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gabyy
2025-03-12
o amor e poesia,mas parando para pensar,o amor pode ser uma poesia,boa ou ruim,enfim isso e meio confuso.
mmantovani
2021-02-16
Uma poesia tão ítima pra mim, que vivo refém da vontade e do tempo alheios.
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