Já não compramos laranjas, compramos
Aldous Huxley
Já não compramos laranjas, compramos vitalidade, já não compramos um automóvel, compramos prestígio. (...) Com um dentifrício, por exemplo, adquirimos, não um mero antisséptico ou um produto de higiene, mas sim a libertação do medo de sermos sexualmente repulsivos. Com o ''vodka'' ou o ''whisky'' não adquirimos um veneno protoplásmico que, em pequenas doses, pode afetar o sistema nervoso de maneira psicologicamente valiosa; estamos adquirindo amizade e boa camaradagem... (...) Com o ''best-seller'' do mês adquirimos cultura, a inveja dos vizinhos menos ilustrados e a admiração dos que são ''intelectuais''.
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