Soneto de amor

José Régio
José Régio
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Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!
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Comentários (4)

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zébonéoaparvalhado1
zébonéoaparvalhado1
2022-02-22

boas

luis carlos
luis carlos
2020-11-02

depois... me foi o agora seu adeus bateu muito profundo aqui dentro jogo para fora o que ainda restou do meu mundo

Ricardo Costa.
Ricardo Costa.
2016-10-18

Achei foda! Só isso.

vera calheiros
vera calheiros
2011-11-20

É muito lindo mas exprime um amor muito carnal e tão forte que nos faz ficar sufocados.Contudo a beleza literária está tão bem expreça!!! s