O choro de África
nos seus olhos traidores pela servidão dos homens
no desejo alimentado entre ambições de lufadas
românticas
nos batuqueschoro de África
nos sorrisos choro de África
nos sarcasmos no trabalho de África
Sempre o choro mesmo na vossa alegria imortal
meu irmão Nguxi e amigo Mussunda
no círculo das viol6enias
mesmo na magia poderosa da terra
e da vida jorrante das fontes e de toda parte e de
todas as almas
e das hemorragias dos ritmos das feridas de África
e mesmo na morte do sangue ao contacto com o chão
mesmo no florir armoatizado da floresta
mesmo na folha
no fruto
na agilidade da zebra
na segura do deserto
na harmonia das correntes ou no sossego dos lagos
mesmo na beleza do trabalho construtivo dos homens
O choro de séculos
inventado na servidão
em histórias de dramas negros almas brancas preguiças
e espíritos infantis de África
as mentiras choros verdadeiros nas suas bocas
O choro de séculos
onde a verdade violentada se estiola ao círculo de
ferro
da desonesta força
sacrificadora dos corpos cadaverizados
inimiga da vida
fechada em estreitos cérebros da máquinas de contra
na violência
na violência
na violência
O choro de África é um sintoma
Nós teremos em nossas mãos outras vidas e alegrias
desmentidas nos lamentos falsos de suas bocas
- por nós!
E amor
e os olhos secos.
Comentários (3)
Quantas estrofes tem
Há alguns trechos faltando e erros ortográficos no poema:O choro de ÁfricaO choro durante séculosnos seus olhos traidores pela servidão dos homensno desejo alimentado entre ambições de lufadas românticasnos batuques choro de Áfricanos sorrisos choro de Áfricanas fogueiras choro de Áfricanos sarcasmos no trabalho na vida choro de ÁfricaSempre o choro mesmo na vossa alegria imortalmeu irmão Nguxi e amigo Mussundano círculo das viol6eniasmesmo na magia poderosa da terrae da vida jorrante das fontes e de toda parte e de todas as almase das hemorragias dos ritmos das feridas de Áfricae mesmo na morte do sangue ao contacto com o chãomesmo no florir aromatizado da florestamesmo na folhano frutona agilidade da zebrana secura do desertona harmonia das correntes ou no sossego dos lagosmesmo na beleza do trabalho construtivo dos homensO choro de séculosinventado na servidãoem histórias de dramas negros almas brancas preguiçase espíritos infantis de Áfricaas mentiras choros verdadeiros nas suas bocasO choro de séculosonde a verdade violentada se estiola ao círculo de ferroda desonesta forçasacrificadora dos corpos cadaverizadosinimiga da vidafechada em estreitos cérebros da máquinas de contarna violênciana violênciana violênciaO choro de África é um sintomaNós teremos em nossas mãos outras vidas e alegriasdesmentidas nos lamentos falsos de suas bocas- por nós!E amore os olhos secos.
bacana