Três Cantos
Casimiro de Abreu
Quando se brinca contente
Ao despontar da existĂȘncia
Nos folguedos de inocĂȘncia,
Nos delĂrios de criança;
A alma, que desabrocha
Alegre, cĂąndida e pura â
Nesta contĂnua ventura
E' toda um hino: â esperança!
Depois... na quadra ditosa,
Nos dias da juventude,
Quando o peito Ă© um alaĂșde,
E que a fronte tem calor:
A alma que entĂŁo se expande
Ardente, fogosa e bela â
Idolatrando a donzela
Soletra em trovas: â amor!
Mas quando a crença se esgota
Na taça dos desenganos,
E o lento correr dos anos
Envenena a mocidade;
EntĂŁo a alma cansada
Dos belos sonhos despida,
Chorando a passada vida â
SĂł tem um canto: â saudade!
Fevereiro, 1858
Publicado no livro As primaveras (1859). Poema integrante da série Livro III.
In: GRANDES poetas romùnticos do Brasil. Pref. e notas biogr. AntÎnio Soares Amora. Introd. Frederico José da Silva Ramos. São Paulo: LEP, 1959. v.
Ao despontar da existĂȘncia
Nos folguedos de inocĂȘncia,
Nos delĂrios de criança;
A alma, que desabrocha
Alegre, cĂąndida e pura â
Nesta contĂnua ventura
E' toda um hino: â esperança!
Depois... na quadra ditosa,
Nos dias da juventude,
Quando o peito Ă© um alaĂșde,
E que a fronte tem calor:
A alma que entĂŁo se expande
Ardente, fogosa e bela â
Idolatrando a donzela
Soletra em trovas: â amor!
Mas quando a crença se esgota
Na taça dos desenganos,
E o lento correr dos anos
Envenena a mocidade;
EntĂŁo a alma cansada
Dos belos sonhos despida,
Chorando a passada vida â
SĂł tem um canto: â saudade!
Fevereiro, 1858
Publicado no livro As primaveras (1859). Poema integrante da série Livro III.
In: GRANDES poetas romùnticos do Brasil. Pref. e notas biogr. AntÎnio Soares Amora. Introd. Frederico José da Silva Ramos. São Paulo: LEP, 1959. v.
PortuguĂȘs
English
Español