Risos
Casimiro de Abreu
Ri, criança, a vida é curta,
O sonho dura um instante.
Depois... o cipreste esguio
Mostra a cova ao viandante!
A vida Ă© triste â quem nega?
â Nem vale a pena dizĂȘ-lo.
Deus a parte entre seus dedos
Qual um fio de cabelo!
Como o dia, a nossa vida
Na aurora Ă© â toda venturas,
De tarde â doce tristeza,
De noite â sombras escuras!
A velhice tem gemidos,
â A dor das visĂ”es passadas â
A mocidade â queixumes,
SĂł a infĂąncia tem risadas!
Ri, criança, a vida é curta,
O sonho dura um instante.
Depois... o cipreste esguio
Mostra a cova ao viandante!
Rio, 1858
Publicado no livro As primaveras (1859). Poema integrante da série Livro III.
In: GRANDES poetas romùnticos do Brasil. Pref. e notas biogr. AntÎnio Soares Amora. Introd. Frederico José da Silva Ramos. São Paulo: LEP, 1959. v.
O sonho dura um instante.
Depois... o cipreste esguio
Mostra a cova ao viandante!
A vida Ă© triste â quem nega?
â Nem vale a pena dizĂȘ-lo.
Deus a parte entre seus dedos
Qual um fio de cabelo!
Como o dia, a nossa vida
Na aurora Ă© â toda venturas,
De tarde â doce tristeza,
De noite â sombras escuras!
A velhice tem gemidos,
â A dor das visĂ”es passadas â
A mocidade â queixumes,
SĂł a infĂąncia tem risadas!
Ri, criança, a vida é curta,
O sonho dura um instante.
Depois... o cipreste esguio
Mostra a cova ao viandante!
Rio, 1858
Publicado no livro As primaveras (1859). Poema integrante da série Livro III.
In: GRANDES poetas romùnticos do Brasil. Pref. e notas biogr. AntÎnio Soares Amora. Introd. Frederico José da Silva Ramos. São Paulo: LEP, 1959. v.
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