Escritas

Meio-Dia

Olavo Bilac
Meio-dia. Sol a pino.
Corre de manso o regato.
Na igreja repica o sino;
Cheiram as ervas do mato.

Na árvore canta a cigarra;
Há recreio nas escolas:
Tira-se numa algazarra,
A merenda das sacolas.

O lavrador pousa a enxada
No chão, descansa um momento,
E enxuga a fronte suada,
Contemplando o firmamento.

Nas casas ferve a panela
Sobre o fogão, nas cozinhas;
A mulher chega à janela,
Atira milho às galinhas.

Meio-dia! O sol escalda,
E brilha, em toda a pureza,
Nos campos cor de esmeralda,
E no céu cor de turquesa...

E a voz do sino, ecoando
Longe, de atalho em atalho,
Vai pelos campos, cantando
A Vida, a Luz, o Trabalho!


In: BILAC, Olavo. Poesias infantis. 18.ed. Rio de Janeiro: F. Alves, 195
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Comentários (16)

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Luz
Luz
2025-06-24

Adorei o poema

Luz
Luz
2025-06-24

Adorei o poema

Carlos Roberto Costa Ferreira
Carlos Roberto Costa Ferreira
2025-03-28

Sou natalense. Estudei no final dos anos 50 no Ginásio Natal, onde acho que no terceiro ano do primário, conheci este poema que líamos na aula da professora Anália. Um dia desses me lembrei de uns dois versos do poema. Resolví pesquisar e descobri com surpresa, que são de grande poeta Olavo Bilac. Gratas lembranças!

Ray
Ray
2024-04-02

Não é nada<br />Oxi

Ray
Ray
2024-04-02

Não é 6