Escritas

Cantem Poetas o poder Romano

Bento Teixeira
Cantem Poetas o poder Romano,
Submetendo Nações ao jugo duro;
O Mantuano pinte o Rei Troiano,
Descendo à confusão do Reino escuro;
Que eu canto um Albuquerque soberano,
Da Fé, da cara Pátria firme muro,
Cujo valor a ser, que o Céu lhe inspira,
Pode estancar a Lácia e Grega lira.

As Délficas irmãs chamar não quero,
Que tal invocação é vão estudo;
Aquele chamo só, de quem espero
A vida que se espera em fim de tudo.
Ele fará meu Verso tão sincero,
Quanto fora sem ele tosco e rudo,
Que por razão negar não deve o menos
Quem deu o mais a míseros terrenos.

(...)


In: TEIXEIRA, Bento. Prosopopéia. Introd. estabelecimento do texto e comentários Celso Cunha e Carlos Duval. Rio de Janeiro: INL, 1972. p.19. (Coleção de literatura brasileira, 6)

NOTA: O trecho inicial do poema até a "Narração" é composto de 6 oitava
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Comentários (3)

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Alefe
Alefe
2023-04-10

Lírica ou épica camonica

Robson
Robson
2019-03-28

Oi assistam o canal do Marcelino Samuel

Amauri Gentil; Professor de Literatura Brasileira.
Amauri Gentil; Professor de Literatura Brasileira.
2017-07-06

Corrigindo: Bento Teixeira (1561-1618). Abraços.