Escritas

Túmulo de Carmencita, 1985

Max Martins
Este não é o túmulo, é o poema. Aquele
outrora erguido à sombra, ao sono
de teu nome-carmen, Carmencita
Arévolo
de Vilacis, tua árvore
tua raiz, teu ventre ponderoso
pátria

(a que descubro minha
versão de não traído, não
assenhoreado)
canto
chão
jazigo
terra

que ainda aqui agora amo: abro

Tua palavra-caixa atro-vazia, muda
desistidamente muda
Soledad

Belém, fevereiro 85


Publicado no livro 60/35 (1986).

In: MARTINS, Max. Não para consolar: poemas reunidos, 1952/1992. Pref. Benedito Nunes. São Paulo: CEJUP, 1992. p.77. (Verso & reverso, 2
1 539 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment