Se Eu Morresse Amanhã
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! que céu azul! que doce n'alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
Publicado no livro Poesias de Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1853). Poema integrante da série Poesias Diversas.
In: GRANDES poetas românticos do Brasil. Pref. e notas biogr. Antônio Soares Amora. Introd. Frederico José da Silva Ramos. São Paulo: LEP, 1959. v.
Comentários (2)
Se eu morresse amanhã, viria ao menos<br />Fechar meus olhos minha triste irmã;<br />Minha mãe de saudades morreria<br />Se eu morresse amanhã!<br /><br />Quanta glória pressinto em meu futuro!<br />Que aurora de porvir e que manhã!<br />Eu perdera chorando essas coroas<br />Se eu morresse amanhã!<br /><br />Que sol! que céu azul! que doce n'alva<br />Acorda a natureza mais louçã!<br />Não me batera tanto amor no peito<br />Se eu morresse amanhã!<br /><br />Mas essa dor da vida que devora<br />A ânsia de glória, o dolorido afã...<br />A dor no peito emudecera ao menos<br />Se eu morresse amanhã!<br /><br /><br />Publicado no livro Poesias de Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1853). Poema integrante da série Poesias Diversas.<br /><br />In: GRANDES poetas românticos do Brasil. Pref. e notas biogr. Antônio Soares Amora. Introd. Frederico José da Silva Ramos. São Paulo: LEP, 1959. v.
Triste juventude que não se dar a conhecer a literatura e os poetas.<br /><br />Eis o motivo de tanta irá e ódio.<br /><br />Leia e liberte sua alma!
Português
English
Español