Bárbara bela
do Norte estrela,
que o meu destino
sabes guiar,
de ti ausente,
triste, somente
as horas passo
a suspirar.
Isto é castigo
que Amor me dá.
Por entre as penhas
de incultas brenhas
cansa-me a vista
de te buscar;
porém não vejo
mais que o desejo,
sem esperança
de te encontrar.
Isto é castigo
que Amor me dá.
Eu bem queria
a noite e o dia
sempre contigo
poder passar;
mas orgulhosa
sorte invejosa
desta fortuna
me quer privar.
Isto é castigo
que Amor me dá.
Tu, entre os braços,
ternos abraços
da filha amada
podes gozar.
Priva-me a estrela
de ti e dela,
busca dois modos
de me matar.
Isto é castigo
que Amor me dá.
In: LAPA, M. Rodrigues. Vida e obra de Alvarenga Peixoto. Rio de Janeiro: INL, 1960
Comentários (32)
Então quis o destino ...
Lindo poema que escolhi para decorar e recitar no grupo em que estudava aos 7 anos. Tempo que valorizavam a literatura e os poemas. Amava Olavo Bilac. Hoje aos 62 anos, lembrei desse poema e aqui estou relembrando esse dia, esse tempo que fica na lembrança e saudade. Bons ensinamentos tínhamos no passado.. A educação é o princípio de tudo. Obrigada.
Aprendi também no Grupo Escolar em São Sebastião do Paraíso-MG. Nunca mais me esqueci. Minas sendo Minas Gerais.
Cel. Oliveira Saudades do Colégio Estadual Tiradentes - 16 BPMG - Uniforme impecável, cabelo sempre cortado e sapato engraxado. Até hoje ainda sei de cor os principais poemas dos Inconfidentes dentre outros poetas do romantismo, parnasianismo e os modernistas.
Me lembra o tempo na Escola Presidente Vargas. Frutal - MG. PROF. DONA LOURDES SILVA. SAUDADES
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