Mário Carlos Virardo
Régis Bonvicino
mário carlos virardo
chamado mário pintor
não pintava para o deleite burguês
declarava
no cartão de visitas
o cgc
a calça manchada de tinta
a camisa xadrez
mais para aquele velho volpi
do que para quem vive à cata de freguês
(vaquinha de presépio
galerias nova york milão paris
o tipo que quando fala
não fala com o próprio nariz)
pintava portas que se abriam
janelas
o dia a dia
onde o óleo se mistura com os olhos da vida
vivia na vila olímpia
subdistrito do itaim
exalava no cheiro da roupa
alma limpa de solidão boa
não eram
investimentos em dólares
mas quadros
que permanecem na memória
como pai ou mãe
In: BONVICINO, Régis. Más companhias: poesia, 1983/1986. São Paulo: Olavobrás, 1987
chamado mário pintor
não pintava para o deleite burguês
declarava
no cartão de visitas
o cgc
a calça manchada de tinta
a camisa xadrez
mais para aquele velho volpi
do que para quem vive à cata de freguês
(vaquinha de presépio
galerias nova york milão paris
o tipo que quando fala
não fala com o próprio nariz)
pintava portas que se abriam
janelas
o dia a dia
onde o óleo se mistura com os olhos da vida
vivia na vila olímpia
subdistrito do itaim
exalava no cheiro da roupa
alma limpa de solidão boa
não eram
investimentos em dólares
mas quadros
que permanecem na memória
como pai ou mãe
In: BONVICINO, Régis. Más companhias: poesia, 1983/1986. São Paulo: Olavobrás, 1987
Comentários (1)
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Deco paz
2019-07-03
O espaço é uma misteriosidade sem fim Tomará que ele nunca perca sua misteriosidade
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