Escritas

GLÁDIO

Fernando Pessoa Ano: 607
Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça
A sua santa guerra.
Sagrou-me seu em honra e em desgraça,
Às horas em que um frio vento passa
Por sobre a fria terra.

Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
A fronte com o olhar;
E esta febre de Além, que me consome,
E este querer grandeza são seu nome
Dentro em mim a vibrar.

E eu vou, e a luz do gládio erguido dá
Em minha face calma.
Cheio de Deus, não temo o que virá,
Pois venha o que vier, nunca será
Maior do que a minha alma.

9 722 Visualizações

Comentários (2)

Iniciar sessão ToPostComment
Aninhacat
Aninhacat
2011-03-01

<span style="font-family: 'segoe ui';"><strong><span style="text-decoration: underline;"><em>amo esse peminyha</em></span></strong></span>

-
-
2011-03-01

<strong><em><span style="font-family: georgia; font-size: 20px;">Poema marcante amei esse poema lindo maravilhoso ajudou bastante no meu trabalho de escritores portugueses bjosss</span></em></strong>