LES PURS ONGLES
Emily Dickinson
As puras unhas do alto dedicando o onix
A angústia, meia-noite, sustem, lampadófora,
Vário vesperal sonho ardido p'la Fênix
Que não recolhe alguma cinerária ânfora.
Nas crede;ncias da sala vazia: nem ptix,
Abolido bib'lô de vaidade sonora
(Que o Mestre foi buscar, suas lágrimas ao Stix
Com tal único objeto que ao se Nada enflora),
Mas perto da janela ao norte aberta algo áureo
Agoniza segundo talvez o cenário
De licornes ruivando fogo contra a nixe,
Ela, defunta nua em espelho, apesar de ora,
Nesse esquecer que o fecha quadro, já se fixe
De só cintilações o septimimo agora.
(Tradução de Jorge de Sena)
A angústia, meia-noite, sustem, lampadófora,
Vário vesperal sonho ardido p'la Fênix
Que não recolhe alguma cinerária ânfora.
Nas crede;ncias da sala vazia: nem ptix,
Abolido bib'lô de vaidade sonora
(Que o Mestre foi buscar, suas lágrimas ao Stix
Com tal único objeto que ao se Nada enflora),
Mas perto da janela ao norte aberta algo áureo
Agoniza segundo talvez o cenário
De licornes ruivando fogo contra a nixe,
Ela, defunta nua em espelho, apesar de ora,
Nesse esquecer que o fecha quadro, já se fixe
De só cintilações o septimimo agora.
(Tradução de Jorge de Sena)
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