Escritas

Satélite

Manuel Bandeira Ano: 1384
Fim de tarde.
No céu plúmbleo
A Lua baça
Paira
Muito cosmograficamente
Satélite.

Desmetaforizada,
Desmitificada,
Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e dos enamorados.
Mas tão-somente
Satélite.

Ah Lua deste fim de tarde,
Demissionária de atribuições românticas,
Sem show para as disponibilidades sentimentais!

Fatigado de mais-valia,
Gosto de ti assim:
Coisa em si,
— Satélite.
29 979 Visualizações

Comentários (5)

Iniciar sessão ToPostComment
Xéxeu
Xéxeu
2026-02-04

Muito lindo este poema do grande escritor e poeta Manoel Bandeira, digno der aplausos.

thais
thais
2020-11-06

todo poder aos sovietes

ola
ola
2020-11-04

a lua do fim de tarde é linda

Patricia
Patricia
2013-02-16

A lua, simples assim. Satélite!

-
-
2011-07-25

esse poema e muito bonito e chama muito minha atençao