Consoada
Manuel Bandeira
•
Ano: 1383
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
À mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
À mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Comentários (10)
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Marilene
2025-08-05
E uma liguagem clara de que e forte exprecao
Lemcs
2024-12-12
Cara Shabrine, o poema (não é um "trecho") é de Manoel Bandeira – nada que ver com Adélia Prado.
Rebeca
2024-11-18
Uma sensação de vitalidade, uma reflexão sobre a morte que faz o total sentido!!!!
JOÃO P. RAMOS
2024-11-18
Uma sensação de auto prontidão, para os acontecimentos futuros próximos. Me refletindo uma sensação de medo.
shabrine
2024-11-18
Este trecho de Adélia Prado reflete sobre a morte com uma calma surpreendente. A "Indesejada das gentes" é recebida sem medo, quase como uma visita esperada, em um cenário de tranquilidade e ordem. A poetisa transmite uma sensação de aceitação e serenidade diante do inevitável, mostrando que, mesmo diante da morte, a vida pode ser plena e bem vivida até o fim.
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