Também já fui brasileiro
moreno como vocês.
Ponteei viola, guiei forde
e aprendi na mesa dos bares
que o nacionalismo é uma virtude.
Mas há uma hora cm que os bares se fecham
e todas as virtudes se negam.
Eu também já fui poeta.
Bastava olhar para mulher,
pensava logo nas estrelas
e outros substantivos celestes.
Mas eram tantas, o céu tamanho,
minha poesia perturbou-se.
Eu também já tive meu ritmo.
Fazia isto, dizia aquilo.
E meus amigos me queriam,
meus inimigos me odiavam.
Eu irônico deslizava
satisfeito de ter meu ritmo.
Mas acabei confundindo tudo.
Hoje não deslizo mais não,
não sou irônico mais não,
não tenho ritmo mais não.
Comentários (7)
Um jóia em forma de poema, um homeme que aprendeu a expressar seus sentimentos e pensamentos de forma explendida. Muito bom<br />
Genial, como toda a obra desse grande mestre da poesia mundial. É preciso muita maturidade pra entender as palavras de Drummond, sua contextualidade e suas distintas críticas ao comportamento social de sua época, e eu ainda estou no meio do caminho. Mesmo assim me deleito com tamanho talento.
Falar de uma obra desse célebre poeta brasileiro é valorizar a nossa brasilidade. Vivas ao nosso poeta maior e é claro esse poema é sensacional.
<p><span style="font-family: arial;"><span style="font-size: 12px;">Nao achei graça porque nao tem</span><span style="font-family: arial;"></span><span style="font-size: 9px;"></span><span style="font-size: 12px;"> rima.<br> </br></span></span><br> </br></p> <p ></br> </p>
Podemos perceber nesse poema como era o sentimento político e nacionalista do escritor, a juventude expressada em verso, narrativa da vida dos jovens brasileiros.
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