Escritas

O Enterrado Vivo

Carlos Drummond de Andrade Ano: 20106
É sempre no passado aquele orgasmo,
é sempre no presente aquele duplo,
é sempre no futuro aquele pânico.

É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.

É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.

É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.

Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E é sempre no meu sempre a mesma ausência.
26 254 Visualizações

Comentários (6)

Iniciar sessão ToPostComment
-
-
2013-03-04

muito lindo

-
-
2012-03-12

muito bom eu amei esse poema &eacute; super bom eu <br> </br>curti isso e gostaria que outras pessoas<br> </br>&nbsp;le-sempq eu&nbsp; amei amei amei demais<br> </br><br> </br>

alecri@hotmail.com
alecri@hotmail.com
2011-11-04

os poemas de carlos drummond de andrade serve de espira&ccedil;&atilde;o para todos que querem ser uma grande lembran&ccedil;a como ele &eacute; ainda hoje<br />

alecri@hotmail.com
alecri@hotmail.com
2011-11-04

os poemas de carlos drummond de adrade serve de espira&ccedil;&atilde;o para todos que querem ser uma grande lembran&ccedil;a como ele foi<br />

-
-
2011-07-22

<div style="text-align: left;">para&nbsp; mi o poema&nbsp;&nbsp; de&nbsp;&nbsp; calos&nbsp;&nbsp; dromde&nbsp;&nbsp; andrades &nbsp;&nbsp;&nbsp; espirador&nbsp;&nbsp; para&nbsp;&nbsp; todos&nbsp;&nbsp; os&nbsp;&nbsp;&nbsp; leitores<br /> </div>