E que nunca mais

A desenterrar os vivos e aos mortos enterrar
Sobre areias movediças não se pode caminhar

A desentranhar os leitos dos rios e do mar
para que flutuem os restos da verdade
e que nunca mais

A tirar as teias de aranha que teceu nossa memória
Se negamos o passado repetiremos a história

A levantar, se é preciso, o obelisco e sua praça
Que saia à luz do sol o que ocorreu nessas praias
e que nunca mais

A começar a renascer do pior dos infernos
Busquemos braços amigos no sul do hemisfério
e que nunca mais

Ou logramos entre todos que a pátria grande remonte
ou seremos uma estrela a mais na bandeira do norte.

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