O mau aroma alacre
Fernando Pessoa
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Ano: 605
O mau aroma álacre
Da maresia
Sobe no esplendor acre
no dia.
Falsa, a ribeira é lodo
Ainda a aguar.
Olho, e o que sou está todo
A não olhar.
E um mal de mim a deixa.
Tenho lodo em mim –
Ribeira que se queixa
De o rio ser assim.
27/03/1931
Da maresia
Sobe no esplendor acre
no dia.
Falsa, a ribeira é lodo
Ainda a aguar.
Olho, e o que sou está todo
A não olhar.
E um mal de mim a deixa.
Tenho lodo em mim –
Ribeira que se queixa
De o rio ser assim.
27/03/1931
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