A Fernando Pessoa

Não é disso que estou falando
nem do silêncio presente nesta sala
em que os pensamentos entram
igual moscas e pousam onde querem.
Não é disso
nem de tarde que mastiga devagar
o que resta da hora
e o vento procura, procura
lá fora não se sabe a quem.
Falo do teu sonho
ancorado nas alturas
e desta porta aberta
a esperar ninguém

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