Lista de Poemas
Oração
de preferir a esses poucos
que tanto à meia-noite
como ao amanhecer
gritam seu ardor sem freio.
Quando será definitivo
o direito a sonhar
sem verificar números
papéis rasgados, sexos,
velocidade sem pressa do sangue.
Quando morrerá o céu
- seus castigos -
e o raio será um menino
entre as folhas.
Quando arderão os ventos
sepultados.
Inferno
que joga veneno em seu lábio?
Acredita no rancor
que te morde até diluir seu inferno?
Acredita na lenda
dos polos opostos
e nesta adorável mentira
da inimizade entre água e azeite?
Hoje?
quando o amor se disfarça de ódio
para sobreviver,
quando o carrasco chora
atrás da morte
e deus descansa?
Caos
de seus passos,
não têm mais que avançar
- o retrocesso os surpreenderá um dia -,
não á outra alternativa além de seguir adiante.
Sua culpa não nasceu,
isto que vem e tocam e tem todo ele
sabor de coisa digerida em sonhos.
São sinais de nada,
mostram com sons quase envelhecidos já
o progresso do variante símio.
Vão sozinhos.
Um grande cansaço não ajuda,
não convida ao caos, preparado como uma festa.
Minuto
se renova
a fugaz memória dos espelhos,
o perfil tosco dos corpos oxidados,
o andaime de palavras
não habitadas por mãos
ou por bocas escuras.
O tempo enruga os caminhos,
apaga os olhares longínquos,
vai iluminando a morte nas esquinas.
E como não saber isto:
chegará um minuto vazio
que almeja nossos rostos.
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ensaísta e fotógrafa artística. Sua poesia não se assemelha a de nenhum outro
conterrâneo. Senhora de uma voz irônica, de crítica pungente e mundos criados com a
ideia do Belo e da Arte, acionando como poeta o Real, mas a partir do maravilhoso. Faz
parte, junto com Alejandra Pizarnik e Juana Bignozzi, da chamada geração de 60, muito
embora não tenha feito parte de nenhum grupo ou movimento literário. Sua relação com
os poetas de sua geração é quase nula, salvo exceções como Maria Negroni, que mais
tarde compilou seus livros póstumos La Morada Imposible I y II, e Alejandra Pizarnik,
com quem publicou na Revista Literária Agua Viva, nos anos 60 e uma de suas poucas
amigas. Não publicou nada entre 1970-82, anos em que se dedicou ativamente à
fotografia, embora continuasse escrevendo.
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