Sebastião Corrêa

Sebastião Corrêa

Sebastião Corrêa foi um poeta português, cuja obra se destaca pela sua intensidade lírica e pela exploração de temas universais como o amor, a morte e a condição humana. A sua poesia é marcada por uma linguagem cuidada e uma forte carga emocional, refletindo uma profunda sensibilidade e uma visão particular do mundo. Contribuiu para a literatura portuguesa com uma voz singular e marcante.

n. , Nova Iguaçu · m. 1858-05-11, Santana das Palmeiras

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Homem

Quantos milhões de séculos viveste?
A Atlântida esqueceste, e, hoje, andas triste,
Comungando a ilusão que não pediste,
Na sentença da dor que mereceste!

Como aquele filósofo ateniense,
Interrogas as tímidas estrelas...
Para quê? — ninguém sabe compreendê-las.
Vence a luz a distância; e o homem, que vence?

Que me dirás das lâmpadas divinas?
— meu vendedor de lágrimas, das ruínas
Do teu sonho forjaste um pensamento!

E andas pálido e triste, procurando
O que há milênios vem te acompanhando:
A vida — abençoado sofrimento!

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Biografia

Identificação e contexto básico

Sebastião Corrêa foi um poeta português, conhecido pela sua obra lírica. A sua escrita insere-se no contexto literário português, mas detalhes específicos sobre a sua vida e o contexto histórico exato em que viveu carecem de maior aprofundamento para além do seu período de atividade literária.

Infância e formação

Informações detalhadas sobre a infância e formação de Sebastião Corrêa não são amplamente divulgadas na literatura secundária. Presume-se que tenha tido uma educação que lhe permitiu desenvolver a sua veia poética e literária.

Percurso literário

O percurso literário de Sebastião Corrêa é marcado pela sua contribuição para a poesia em língua portuguesa. Desenvolveu uma voz poética própria, explorando temas de grande profundidade existencial e emocional.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Sebastião Corrêa é caracterizada por uma forte carga lírica e introspectiva. Os temas dominantes na sua poesia incluem o amor, a morte, a passagem do tempo e a complexidade das relações humanas. A sua linguagem é frequentemente elaborada, com um cuidado especial na escolha das palavras e na construção das imagens poéticas. Utiliza recursos como a metáfora e o ritmo para criar um impacto emocional no leitor. O tom da sua poesia pode variar entre o melancólico, o reflexivo e o apaixonado. O seu estilo é reconhecido pela sua autenticidade e pela profundidade das suas reflexões sobre a vida e a condição humana.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Sebastião Corrêa inseriu-se no panorama literário português, embora os detalhes sobre a sua participação em movimentos específicos ou a sua relação com outros escritores e círculos literários careçam de mais informação. A sua obra reflete, no entanto, sensibilidades e preocupações comuns aos poetas da sua época.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Sebastião Corrêa, incluindo aspetos como relações familiares, amizades ou experiências de vida que possam ter moldado a sua obra, não são amplamente documentados publicamente.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção A receção crítica e o reconhecimento da obra de Sebastião Corrêa podem não ter atingido uma projeção massiva, mas a sua poesia é apreciada por aqueles que valorizam a expressão lírica profunda e a reflexão sobre temas existenciais.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências que moldaram a poesia de Sebastião Corrêa podem ter vindo de poetas líricos anteriores e contemporâneos. O seu legado reside na originalidade da sua expressão e na capacidade de tocar o leitor com a intensidade dos seus versos e a profundidade das suas reflexões.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de Sebastião Corrêa oferece um vasto campo para a interpretação, convidando à meditação sobre os aspetos fundamentais da existência. A análise crítica tende a focar-se na sua habilidade em articular emoções complexas e em abordar temas universais com sensibilidade.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Informações curiosas ou aspetos menos conhecidos sobre a vida e o processo criativo de Sebastião Corrêa não são de fácil acesso, o que contribui para uma aura de mistério em torno da sua figura literária.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Dados sobre as circunstâncias da morte de Sebastião Corrêa e sobre a existência de publicações póstumas não são amplamente divulgados.

Poemas

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Reminiscência

À hora pensativa da tarde,
Quando é quietude a terra e o céu miragem,
Quando, na voz do vento, a alma de Schubert
Soluça uma elegia,
Irmã das sombras, solitária e fria,
Vem a Saudade me falar de ti.

Recordo... Era no outono... As folhas amarelas,
Trêmulas e tímidas, bailando,
Fugiam no amplo cenário da tristeza...
Tuas mãos níveas
Tive-as
Entre as minhas mãos,
Num triste adeus, quando a noite
"Com seu cortejo de monstros", veio
Nos separar,
E ai de nós! nunca mais
Nos pudemos encontrar!

À hora pensativa da tarde,
Quando, na voz do vento, a alma de Schubert
Soluça uma elegia,
Que embala a terra e os céus,
Eu bendigo a Saudade
Que me fala de ti, que me transporta
Ao coração de Deus.

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Homem

Quantos milhões de séculos viveste?
A Atlântida esqueceste, e, hoje, andas triste,
Comungando a ilusão que não pediste,
Na sentença da dor que mereceste!

Como aquele filósofo ateniense,
Interrogas as tímidas estrelas...
Para quê? — ninguém sabe compreendê-las.
Vence a luz a distância; e o homem, que vence?

Que me dirás das lâmpadas divinas?
— meu vendedor de lágrimas, das ruínas
Do teu sonho forjaste um pensamento!

E andas pálido e triste, procurando
O que há milênios vem te acompanhando:
A vida — abençoado sofrimento!

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Se Assim Fosse

Se a dura sorte me apontasse, um dia,
Outro destino, a mim, outra ventura,
E me arrancasse desta vida escura,
Outra seria, então, minha alegria.

Se o coração de quem meus passos guia,
Compreendesse a extensão desta amargura,
Talvez sentisse a mesma desventura
Que às vezes sinto, em transes de agonia.

Se essa visão querida, que meus olhos
Viram, tivesse o coração humano,
Um coração que conhecesse o amor,

Certo, me não teria entre os abrolhos,
Nem eu padeceria o desengano,
No exílio escuro a que me trouxe a dor.

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