Roberval Pereyr

Roberval Pereyr

Roberval Pereyr foi um poeta brasileiro conhecido pela sua obra multifacetada que explorou as profundezas da alma humana e as complexidades da existência. A sua escrita, marcada por uma linguagem rica e um lirismo ímpar, abordou temas universais como o amor, a morte, a passagem do tempo e a busca por sentido, frequentemente entrelaçados com a observação atenta da natureza e do quotidiano. Pereyr destacou-se pela sua capacidade de transitar entre o pessoal e o universal, convidando o leitor a uma profunda reflexão sobre a condição humana e as suas mais íntimas inquietações. A sua poesia é um convite à contemplação, à sensibilidade e à redescoberta da beleza nas pequenas coisas da vida, deixando um legado de profunda humanidade e beleza estética.

n. , Rio de Janeiro, RJ

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A Falsa Musa

A noite filtra seus males
numa cadeira difusa:

maquinações, pistas falsas
(a noite é vasta), tumultos
não percebíveis, compacta
massa de sonho e de dúvidas.

Alguém vai morrer (não sabe)
daqui a sete minutos
e talvez sonhe com pássaros
ou reze, calmo, no escuro:

a noite, astuta, o enlaça
nos braços da falsa Musa.

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Poemas

5

A Falsa Musa

A noite filtra seus males
numa cadeira difusa:

maquinações, pistas falsas
(a noite é vasta), tumultos
não percebíveis, compacta
massa de sonho e de dúvidas.

Alguém vai morrer (não sabe)
daqui a sete minutos
e talvez sonhe com pássaros
ou reze, calmo, no escuro:

a noite, astuta, o enlaça
nos braços da falsa Musa.

1 019

A Quem e a Quê

ao que morde o vento
ao que come coca
ao que acorda triste

ao sol de um segredo
ao laço de fita negro
ao deus dócil, inapto

ao coração morno
ao rei de cor púrpura
ao urso sem pólo

ao corpo acossado.
ao Sísifo bêbado
ao cego sisudo.

al curso de los ríos
aos tristes camaradas

à luta de boxe
ao ox no pasto
ao meigo sem pérola

à carne com osso
ao fosso emblemático
à narco-society

ao santo sepulcro
ao lucro ao lucro ao lucro

ao símbolo fálico
ao cálice mítico
ao íntimo desastre

à pequena que come
o fácil chocolate

890

A Essência é Bá

A essência é bá.
Tuburundum ecoé.
Tivejo de túrbia
na
fecundidade à penumbra
comuno bá vusevi.
Mas nontitemo.
Tantra vetusta ursa branca
nos flancos divina solídez.
Pero que si
o que non
ao corazón nom basta dividir-se.
Mister ser mu
como no zen
Gantó gritando a morte em espiral,
axê!

985

Nenhum e Seis

sou da noite minhas unhas crescem
na noite, inventei um destino
na noite:

uma banda do ser interditada
a outra na festa,
às vezers pergunto: quem sou?

trago manchas de enigmas na pele,
dou um salto mortal dentro de mim
e não sei se escapo:

pois há os que caem.
há os que não levantam.
há os que perdem em complicado jogo
a terra natal.

a minha terra era eu mesmo:
hoje, sou uma dívida.
a quem me hei de pagar?

1 025

Prelúdio

O teu segredo é o meu
percurso no eu
nascido de lado.
Naquela curva perdi o tino
e o nome
e fui o corvo ferido no imo
e fui o deserto sobrevoado.

O deus que dormia atrás do meu embigo
sumiu. No oco
deixado ecoa o sem-sentido
e danço esta sina com eus indomáveis.

978

Comentários (1)

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João Evangelista
João Evangelista

Boa tarde nobre Poeta, Ficcionista, Escritor, Roberval Pereyr, tecer comentários sobre um dos maiores expoentes da Literatura Brasileira e quiçá do Mundo, é uma responsabilidade que requer senso critico de quem aprecia um bom romance uma boa ficção, uma excelente obra Literária. Sinto-me extremamente HONRADO, em ter sido seu aluno. Parabéns. Parabéns. Parabéns. Gratificante agora é fazer um trabalho autobiográfico em um artigo academico na Universidade Estadual de Feira de Santana - Ba