Lista de Poemas
As Vozes da Noite
O Sol não nasce para os que amam,
A Lua, negra, não os pode consolar,
Uma a uma, apagam-se as estrelas,
Até não ficar nada para os iluminar.
Enterrados, numa sepultura sem nome,
Para sempre aprisionados no seu caixão,
Sentindo na língua o sabor dos vermes,
Os sonhos agora pregos no seu coração.
Espectros, vagueiam ainda sem destino,
Para sempre movidos pela perpétua dor,
Tentando libertar-se do que já perderam,
Sabendo que não há vida depois do amor.
"Morte..."
Desejo morto, a causa do seu sinistro pranto,
Direito negado aos seres do mais puro branco.
"Morte..."
Acariciando o silêncio, por um breve momento,
Um suspiro arrancado à pálida noite pelo vento.
A Lua, negra, não os pode consolar,
Uma a uma, apagam-se as estrelas,
Até não ficar nada para os iluminar.
Enterrados, numa sepultura sem nome,
Para sempre aprisionados no seu caixão,
Sentindo na língua o sabor dos vermes,
Os sonhos agora pregos no seu coração.
Espectros, vagueiam ainda sem destino,
Para sempre movidos pela perpétua dor,
Tentando libertar-se do que já perderam,
Sabendo que não há vida depois do amor.
"Morte..."
Desejo morto, a causa do seu sinistro pranto,
Direito negado aos seres do mais puro branco.
"Morte..."
Acariciando o silêncio, por um breve momento,
Um suspiro arrancado à pálida noite pelo vento.
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Sonhos de Pó
The truth in me,
Too dark to see,
So bitter the taste,
Now the poison runs free.
-Mathias Lodmalm
Luz pálida,
A bela fragrância de uma lua calma,
Mas inútil,
É a escuridão que lhe abraça a alma.
As suas lágrimas,
Flores que o vento insiste em ceifar,
Imemoriais os tempos
Em que as estrelas lhe podiam falar.
Não se move,
Continua a querer o que não pode ter,
A chuva cai,
Deseja aquilo que não pode acontecer.
Os seus gritos
Embalam horrendos os seus ouvidos,
Sonhos de pó,
E o vazio que lhe perfaz os sentidos.
O relâmpago,
Um coração em brasa perde o brilho,
Depois trovão,
A noite que chama alto pelo seu filho.
Eco que persiste,
O bolso revela a lâmina sem hesitar,
E em vão resiste,
Dor esmaga o medo de se entregar.
Suave o corte,
Tal como as carícias de quem amou,
Chora na morte,
As lágrimas que também ela chorou
Quando a matou...
Too dark to see,
So bitter the taste,
Now the poison runs free.
-Mathias Lodmalm
Luz pálida,
A bela fragrância de uma lua calma,
Mas inútil,
É a escuridão que lhe abraça a alma.
As suas lágrimas,
Flores que o vento insiste em ceifar,
Imemoriais os tempos
Em que as estrelas lhe podiam falar.
Não se move,
Continua a querer o que não pode ter,
A chuva cai,
Deseja aquilo que não pode acontecer.
Os seus gritos
Embalam horrendos os seus ouvidos,
Sonhos de pó,
E o vazio que lhe perfaz os sentidos.
O relâmpago,
Um coração em brasa perde o brilho,
Depois trovão,
A noite que chama alto pelo seu filho.
Eco que persiste,
O bolso revela a lâmina sem hesitar,
E em vão resiste,
Dor esmaga o medo de se entregar.
Suave o corte,
Tal como as carícias de quem amou,
Chora na morte,
As lágrimas que também ela chorou
Quando a matou...
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Sempre
Falta de ar,
Perda de visão:
Sintomas da morte,
Arautos da Escuridão.
Sinos que tocam,
Prisioneiro de um caixão,
Mas... Então?!...
Porque ainda bate o meu coração?
And it kept pulsing beneath the Earth,
A crimson jewel underneath six feet of dirt,
Forever waiting an impossible rebirth...
Perda de visão:
Sintomas da morte,
Arautos da Escuridão.
Sinos que tocam,
Prisioneiro de um caixão,
Mas... Então?!...
Porque ainda bate o meu coração?
And it kept pulsing beneath the Earth,
A crimson jewel underneath six feet of dirt,
Forever waiting an impossible rebirth...
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Epitáfio
Se uma estrela cai na Terra,
Logo no céu nasce mais uma,
E, na praia, vinda da espuma
Surge outra estrela-do-mar.
Uma morre mas duas nascem,
O Universo acabou a ganhar,
O que me deu, voltou a tirar,
O que invejou teve de matar.
Se algum deus ou demónio pudesse...
Se pudesse as minhas preces atender,
Eu dar-lhe-ia, aqui juro, a minha alma
Se não fosse já tua e a pudesse vender.
E tocam os sinos enquanto a chuva cai,
Mas na aurora de um novo amanhecer,
Repousas ainda pálida e só num caixão,
Apenas bela e quieta, sem nada fazer,
Engraçado...
Pareces não ouvir nada do que estou a dizer...
"What do you say to the dead?
Will you forgive me for living?"
-Black Sabbath
Logo no céu nasce mais uma,
E, na praia, vinda da espuma
Surge outra estrela-do-mar.
Uma morre mas duas nascem,
O Universo acabou a ganhar,
O que me deu, voltou a tirar,
O que invejou teve de matar.
Se algum deus ou demónio pudesse...
Se pudesse as minhas preces atender,
Eu dar-lhe-ia, aqui juro, a minha alma
Se não fosse já tua e a pudesse vender.
E tocam os sinos enquanto a chuva cai,
Mas na aurora de um novo amanhecer,
Repousas ainda pálida e só num caixão,
Apenas bela e quieta, sem nada fazer,
Engraçado...
Pareces não ouvir nada do que estou a dizer...
"What do you say to the dead?
Will you forgive me for living?"
-Black Sabbath
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Memórias Perdidas de Tempos Esquecidos
Tudo o que tenho para te recordar
Está a meu lado: o teu vazio lugar
Que ninguém parece poder ocupar.
Que alternativa existe, para além de morrer,
Quando a única razão que temos para viver
É exactamente aquela que tentamos esquecer?
E o mais belo sonho que podemos sonhar
(O teu sorriso... Os teus olhos a brilhar...)
É aquele que temos de matar e enterrar...
As memórias perdidas de tempos esquecidos
Saem das sombras, voltam para me assombrar,
São os ecos das palavras que não te pude dizer,
Todos os sonhos que geram pesadelos ao acordar.
Um corredor sem sentido, nenhuma porta se abre,
Uma vida sem destino, a fechadura recusa a chave.
"Vem muerte tan escondida,
Que no te sienta venir,
Porque el plazer del morrir
No me torne á dar la vida."
-Miguel De Cervantes
Está a meu lado: o teu vazio lugar
Que ninguém parece poder ocupar.
Que alternativa existe, para além de morrer,
Quando a única razão que temos para viver
É exactamente aquela que tentamos esquecer?
E o mais belo sonho que podemos sonhar
(O teu sorriso... Os teus olhos a brilhar...)
É aquele que temos de matar e enterrar...
As memórias perdidas de tempos esquecidos
Saem das sombras, voltam para me assombrar,
São os ecos das palavras que não te pude dizer,
Todos os sonhos que geram pesadelos ao acordar.
Um corredor sem sentido, nenhuma porta se abre,
Uma vida sem destino, a fechadura recusa a chave.
"Vem muerte tan escondida,
Que no te sienta venir,
Porque el plazer del morrir
No me torne á dar la vida."
-Miguel De Cervantes
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Comentários (1)
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Tayná
2023-10-23
Fantástico poema.