Angústia
Poemas neste tema
Mário Hélio
14-IV(No túmulo de deus)
emissão palavra boca
neros nihil nação império
emissão palavra rouca
eu deus meu me abandonaste
templo dhelios me deixaste
emissão palavridéia
vênus déia felação
ação falsa palavra
logoritmo de palavra
emissão palavra louca
neros nihil nação império
emissão palavra rouca
eu deus meu me abandonaste
templo dhelios me deixaste
emissão palavridéia
vênus déia felação
ação falsa palavra
logoritmo de palavra
emissão palavra louca
931
Luiz de Aquino
Poema da aceitação
Eu prefiro ficar de cá, cobrindo co’as mãos a própria boca
para evitar microfonia.
Um dia, se me deixar levar, posso perder-me
e sofrer, porque nunca perco a noção do tempo.
Esta noite,
sonharei contigo e vou ver-te neste sonho
onde estivemos antes, há poucas horas,
porque o tempo te parece enorme num instante
e posso saber-te distante
uma eternidade entre duas doses.
A angústia, eu sei,
eu a criei
e me apego a ela.
A mágoa existe,
cresceu em meu peito
e não sou josés
porque não fui o primeiro nem serei último.
A dor, por mais profunda,
não te interessa: houve dores maiores
e não as senti em mim.
para evitar microfonia.
Um dia, se me deixar levar, posso perder-me
e sofrer, porque nunca perco a noção do tempo.
Esta noite,
sonharei contigo e vou ver-te neste sonho
onde estivemos antes, há poucas horas,
porque o tempo te parece enorme num instante
e posso saber-te distante
uma eternidade entre duas doses.
A angústia, eu sei,
eu a criei
e me apego a ela.
A mágoa existe,
cresceu em meu peito
e não sou josés
porque não fui o primeiro nem serei último.
A dor, por mais profunda,
não te interessa: houve dores maiores
e não as senti em mim.
1 880
Luiz de Aquino
Alguém, se Não Vieres
Alguém, se Não Vieres
Eu preciso que me olhes nos olhos
e decifres a angústia
que te atrai e me tortura.
Eu preciso te dizer certas coisas
que se calaram em mim quando te vi
na manhã imprevista
e indecisa,
mas dizer estas coisas custa ânsias
incontroláveis.
Eu preciso de vez que te chegues a mim
e não me digas bom-dia
e nem me cobres os dias e noites
da nossa ausência.
Eu preciso de alguém
que converse comigo
no amanhecer.
Eu preciso que me olhes nos olhos
e decifres a angústia
que te atrai e me tortura.
Eu preciso te dizer certas coisas
que se calaram em mim quando te vi
na manhã imprevista
e indecisa,
mas dizer estas coisas custa ânsias
incontroláveis.
Eu preciso de vez que te chegues a mim
e não me digas bom-dia
e nem me cobres os dias e noites
da nossa ausência.
Eu preciso de alguém
que converse comigo
no amanhecer.
928
Luiz Nogueira Barros
Luta
Luta mais feroz não há que a dos erros
saindo das cavernas mais recônditas
de portas derrubadas aos últimos instantes:
quando a morte é certa e a vida uma tolice !...
saindo das cavernas mais recônditas
de portas derrubadas aos últimos instantes:
quando a morte é certa e a vida uma tolice !...
906
Leão Moysés Zagury
Não Está na Hora
Não está na hora
de acordar.
Não é hora
de dormir sob as inquietudes poéticas
dum tempo incerto.
Nunca é o momento
do...
nem o despertar quotidiano.
Nunca temos tempo
para...
Nunca pertencemos a lugar algum.
A vida corre e nem
queremos participar
de suas coisas.
Nunca temos tempo.
Será que já morremos?
de acordar.
Não é hora
de dormir sob as inquietudes poéticas
dum tempo incerto.
Nunca é o momento
do...
nem o despertar quotidiano.
Nunca temos tempo
para...
Nunca pertencemos a lugar algum.
A vida corre e nem
queremos participar
de suas coisas.
Nunca temos tempo.
Será que já morremos?
753
Leny Mara Souza
A Procura de Você
Busco você.
Você!
Gente que é gente...
Amigo fiel,
companheiro,
amante...
Você!
Que esteja ao meu lado
Nas minhas angústias.
Você!
Que preenche o meu espaço vazio
Tornando-o ardente.
Você!
Que nas noites frias
Seja meu cobertor sereno.
Você!
Que no verão seja um vento
A acariciar minha pele.
Você!
Que respeita a minha individualidade
Você!
Que em todos os momentos
Esteja ao meu lado.
Você!
Que me ensine a
Ser sua amante
Apareça, por favor !
Ainda é tempo.
Você!
Gente que é gente...
Amigo fiel,
companheiro,
amante...
Você!
Que esteja ao meu lado
Nas minhas angústias.
Você!
Que preenche o meu espaço vazio
Tornando-o ardente.
Você!
Que nas noites frias
Seja meu cobertor sereno.
Você!
Que no verão seja um vento
A acariciar minha pele.
Você!
Que respeita a minha individualidade
Você!
Que em todos os momentos
Esteja ao meu lado.
Você!
Que me ensine a
Ser sua amante
Apareça, por favor !
Ainda é tempo.
822
João Linneu
Nó
A ânsia de desfazer o nó górdio
desloca a pedra angular,
- sustento do amor e ódio -
e nos faz pletórica a jugular.
desloca a pedra angular,
- sustento do amor e ódio -
e nos faz pletórica a jugular.
850
João Linneu
Biruta
Por vezes, dentro é tormento;
e fora,- ao relento de mim -,
por mais que tento, nada encanta.
Dentro, - na insônia -,
sem nenhum alento,
louca biruta ao sabor do vento.
e fora,- ao relento de mim -,
por mais que tento, nada encanta.
Dentro, - na insônia -,
sem nenhum alento,
louca biruta ao sabor do vento.
986
João Linneu
Lava
O Vulcão Arfa E Fede.
Da Lava
Ainda Nada.
Da Lava
Ainda Nada.
1 020
Lucídio Freitas
Teresina Apagou-se
Teresina apagou-se na distância,
Ficou longe de mim, adormecida,
Guardando a alma de sol da minha infância
E o minuto melhor da minha vida.
E eu sigo, e eu vou para a perpétua lida.
Espera-me, distante, uma outra estância...
É a parada da luta indefinida,
É a minha febre, minha dor, minha ânsia...
Como são infinitos os caminhos!
E como agora estou tão diferente,
Carregado de angústias e de espinhos!...
Tudo me desconhece. Ingrata é a terra.
O céu é feio. Eu eu sigo para a frente
Como quem vai seguindo para a guerra...
Ficou longe de mim, adormecida,
Guardando a alma de sol da minha infância
E o minuto melhor da minha vida.
E eu sigo, e eu vou para a perpétua lida.
Espera-me, distante, uma outra estância...
É a parada da luta indefinida,
É a minha febre, minha dor, minha ânsia...
Como são infinitos os caminhos!
E como agora estou tão diferente,
Carregado de angústias e de espinhos!...
Tudo me desconhece. Ingrata é a terra.
O céu é feio. Eu eu sigo para a frente
Como quem vai seguindo para a guerra...
1 273
Antero de Quental
Pequenina
Eu bem
sei que te chamam pequenina
É ténue como o véu solto na dança
Que és no juízo apenas a criança,
Pouco mais , nos vestidos , que a menina...
Que és o regato de água mansa e fina,
A folhinha do til que se balança,
O peito que em correndo logo cansa,
A fronte que ao sofrer logo se inclina...
Mas, filha, lá nos montes onde andei
Tanto me enchi de angústia e de receio
Ouvindo do infinito os fundos ecos,
Que não quero imperar nem já ser rei
Senão tendo meus reinos em teu seio
E súbditos, criança, em teus bonecos.
sei que te chamam pequenina
É ténue como o véu solto na dança
Que és no juízo apenas a criança,
Pouco mais , nos vestidos , que a menina...
Que és o regato de água mansa e fina,
A folhinha do til que se balança,
O peito que em correndo logo cansa,
A fronte que ao sofrer logo se inclina...
Mas, filha, lá nos montes onde andei
Tanto me enchi de angústia e de receio
Ouvindo do infinito os fundos ecos,
Que não quero imperar nem já ser rei
Senão tendo meus reinos em teu seio
E súbditos, criança, em teus bonecos.
1 785
Lucídio Freitas
Perscrutadoramente
Perscrutadoramente os olhos ponho
No que fui, no que sou, no que hei de ser,
E alucinado dentro do meu sonho
Sinto a inutilidade do nascer.
Minha origem componho e recomponho,
Venho do berço ao túmulo... viver
Um instante só, e após, ermo e tristonho,
Sob o ventre da terra apodrecer.
Homem — parcela humilde, humilde e obscura,
Que anda perdida e desapercebida
Buscando os vermes de uma sepultura —
O que foste? o que és? para onde vais?
Esta angústia maldita da tua vida
Foi a maldita angústia dos teus Pais!
No que fui, no que sou, no que hei de ser,
E alucinado dentro do meu sonho
Sinto a inutilidade do nascer.
Minha origem componho e recomponho,
Venho do berço ao túmulo... viver
Um instante só, e após, ermo e tristonho,
Sob o ventre da terra apodrecer.
Homem — parcela humilde, humilde e obscura,
Que anda perdida e desapercebida
Buscando os vermes de uma sepultura —
O que foste? o que és? para onde vais?
Esta angústia maldita da tua vida
Foi a maldita angústia dos teus Pais!
1 415
Antero de Quental
Ad Amicos
Em vão
lutamos. Como névoa baça
A incerteza das coisas nos envolve.
Nossa alma em quanto cria, em quanto volve,
Nas suas próprias redes se embaraça.
O pensamento, que mil planos traça,
É vapor que se esvai e se dissolve;
E a vontade ambiciosa, que resolve,
Como onda entre rochedos se espedaça.
Filhos do amor, nossa alma é como um hino
À luz, à liberdade, ao bem fecundo,
Prece e clamor d`um pressentir divino;
Mas num deserto só, árido e fundo,
Ecoam nossas vozes, que o Destino
Paira mudo e impassível sobre o mundo.
lutamos. Como névoa baça
A incerteza das coisas nos envolve.
Nossa alma em quanto cria, em quanto volve,
Nas suas próprias redes se embaraça.
O pensamento, que mil planos traça,
É vapor que se esvai e se dissolve;
E a vontade ambiciosa, que resolve,
Como onda entre rochedos se espedaça.
Filhos do amor, nossa alma é como um hino
À luz, à liberdade, ao bem fecundo,
Prece e clamor d`um pressentir divino;
Mas num deserto só, árido e fundo,
Ecoam nossas vozes, que o Destino
Paira mudo e impassível sobre o mundo.
1 872
Laura Amélia Damous
Horto das Oliveiras
As feras estão insones
Tigres espreitam a certeza
do sangue fresco.
Quieto, irmão,
esta é a hora da agonia
Tigres espreitam a certeza
do sangue fresco.
Quieto, irmão,
esta é a hora da agonia
978
Luís António Cajazeira Ramos
Ai, Cais!
Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
Fernando Pessoa, in Ode Marítima
... o tempo (...) essa angústia máxima...
Soares Feitosa, dOs Poemas da Besta,
in Psi, a Penúltima.
Cais, saudade em pedra.
Zarpam lábios na memória.
Tempo: angústia máxima.
Para Soares Feitosa, zarpando do Salvador
ao Siarah, de volta-volta...
Fernando Pessoa, in Ode Marítima
... o tempo (...) essa angústia máxima...
Soares Feitosa, dOs Poemas da Besta,
in Psi, a Penúltima.
Cais, saudade em pedra.
Zarpam lábios na memória.
Tempo: angústia máxima.
Para Soares Feitosa, zarpando do Salvador
ao Siarah, de volta-volta...
1 021
Laura Amélia Damous
Circo
Avanço e recuo
ao estalido da dor
Me curvo
para os aplausos da platéia
Alguém pede bis
Sangro até morrer
ao estalido da dor
Me curvo
para os aplausos da platéia
Alguém pede bis
Sangro até morrer
817
José Eustáquio da Silva
Quem Somos Nós?
desenvolva
não envolva
lute e deguste
o prazer de se chegar
a um merecido
nenhum lugar
arrase a razão
prenda a prisão
da precisa imprecisão
dos infames imprestáveis
ame o ódio
dos que te odeiam
leia os lábios mudos
daqueles que te olham
ame tudo que não existe
e acredite no amor
a existência é uma experiência
cujos ratos somos nós...
meu deus eu não agüento mais
ficar assim tão quieto
me diga então enquanto vivo:
será que vamos dar certo?
não envolva
lute e deguste
o prazer de se chegar
a um merecido
nenhum lugar
arrase a razão
prenda a prisão
da precisa imprecisão
dos infames imprestáveis
ame o ódio
dos que te odeiam
leia os lábios mudos
daqueles que te olham
ame tudo que não existe
e acredite no amor
a existência é uma experiência
cujos ratos somos nós...
meu deus eu não agüento mais
ficar assim tão quieto
me diga então enquanto vivo:
será que vamos dar certo?
868
Jorge Nascimento
Auto-retrato
Cresce dentro de mim, doloroso, humilde pranto;
Alma surda e esquizofrênica, inútil de tristezas,
Desertei da vida pela aspiração do amargo canto
E mesmo assim ainda tive que banhar-me de torpezas;
Quem agora irá prover a insanidade do meu sonho,
Eu, que sempre tive o bem ajustado e negro desvario
De nunca permanecer nas proporções onde me ponho,
Errante e só, comandado pela minha bússola de desvio
Sempre a refulgir, nos oceanos de uma sinistra paz;
Meu reino imbecil, descoberto por defeituoso impostor,
Repetente de todas as classes da infâmia sempre audaz;
Minha terra sombria de obscenidade, na voz de um homem
A quem determinaram inteira sujeição ao destino opressor,
Abençoado, enquanto vida tiver, as horas que me consomem!
Alma surda e esquizofrênica, inútil de tristezas,
Desertei da vida pela aspiração do amargo canto
E mesmo assim ainda tive que banhar-me de torpezas;
Quem agora irá prover a insanidade do meu sonho,
Eu, que sempre tive o bem ajustado e negro desvario
De nunca permanecer nas proporções onde me ponho,
Errante e só, comandado pela minha bússola de desvio
Sempre a refulgir, nos oceanos de uma sinistra paz;
Meu reino imbecil, descoberto por defeituoso impostor,
Repetente de todas as classes da infâmia sempre audaz;
Minha terra sombria de obscenidade, na voz de um homem
A quem determinaram inteira sujeição ao destino opressor,
Abençoado, enquanto vida tiver, as horas que me consomem!
990
José Eustáquio da Silva
Psicograma
já estou morto de viver
basta-me ver a lua
não tem rua onde moro
nem motivo porque choro
existem espinhos demais
não quero mais
chega de poesia
bastam-me as estrelas
quando eu puder sorrir
a lua será cheia
a rua será alegre
motivo não terá motivo
e as estrelas
sorriram também
basta-me ver a lua
não tem rua onde moro
nem motivo porque choro
existem espinhos demais
não quero mais
chega de poesia
bastam-me as estrelas
quando eu puder sorrir
a lua será cheia
a rua será alegre
motivo não terá motivo
e as estrelas
sorriram também
824
João Rui de Sousa
Poema Contíguo ao Ódio
Que gelado sopro nos agita
do lado de dentro das ruas?
Que rápida vertigem nos domina
nesta agudíssima manhã?
Este vento que nos queimaestas veias mais quentes
Estes longos minutos que sacodem o rosto
Estes ponteiros gigantes que nos marcam os séculos
Estes rios de sal que abrem sulcos nos ossos
Esta raiva que nos corta estas lâminas nos lábios
Estes vidros de silêncio que nos enchem a boca
Estes deuses que sorriem estas lágrimas mais puras
Estes grandes traços negros de trânsito impedido
do lado de dentro das ruas?
Que rápida vertigem nos domina
nesta agudíssima manhã?
Este vento que nos queimaestas veias mais quentes
Estes longos minutos que sacodem o rosto
Estes ponteiros gigantes que nos marcam os séculos
Estes rios de sal que abrem sulcos nos ossos
Esta raiva que nos corta estas lâminas nos lábios
Estes vidros de silêncio que nos enchem a boca
Estes deuses que sorriem estas lágrimas mais puras
Estes grandes traços negros de trânsito impedido
1 163
José Maria Nascimento
A Vergonha
Estou me procurando a cada sombra
deste contraditório desencanto.
Estas mornas lágrimas cintilam
um afeto ruidosamente indeciso.
Já não sei se hoje estou despido
ou se neste Vale encontrarei o Manto
com que haverei nas tardes de cobrir
a nudez da minha vergonha no Paraíso.
deste contraditório desencanto.
Estas mornas lágrimas cintilam
um afeto ruidosamente indeciso.
Já não sei se hoje estou despido
ou se neste Vale encontrarei o Manto
com que haverei nas tardes de cobrir
a nudez da minha vergonha no Paraíso.
802
J. Ribamar Matos
Silêncio
Pouco te importa o meu sofrer insano
e que eu viva, afinal, como hoje vivo,
nessa angústia de pássaro cativo,
a andar de desengano em desengano!
Já não tenho ilusões nem mais me engano
com a minha existência sem motivo,
pois não creio em, depois, ver redivivo
o vigor de outros tempos, espartano.
Ver-me-ás, entretanto, silencioso e mudo,
nem um lamento de meu lábio triste
ouvirás nunca mais, depois de tudo!
Calado e triste há de me ver agora,
sem o vigor de quando tu surgiste,
tecendo versos pela vida a fora...
e que eu viva, afinal, como hoje vivo,
nessa angústia de pássaro cativo,
a andar de desengano em desengano!
Já não tenho ilusões nem mais me engano
com a minha existência sem motivo,
pois não creio em, depois, ver redivivo
o vigor de outros tempos, espartano.
Ver-me-ás, entretanto, silencioso e mudo,
nem um lamento de meu lábio triste
ouvirás nunca mais, depois de tudo!
Calado e triste há de me ver agora,
sem o vigor de quando tu surgiste,
tecendo versos pela vida a fora...
983
João Gulart de Souza Gomos
semi-ótica
esteiras de linho
tenho cruzado adagas
e cegado meus caminhos
o vento toca seu alaúde
estão trancados nossos sonhos
bem guardados no escuro
vermelhidão de mar
mortovivo, plasma de segredos
e os medos nossos
não sei bem se posso seguir
estes desígnios ou
minguar à fome
destes signos.
Goulart Gomes, Salvador, BA
tenho cruzado adagas
e cegado meus caminhos
o vento toca seu alaúde
estão trancados nossos sonhos
bem guardados no escuro
vermelhidão de mar
mortovivo, plasma de segredos
e os medos nossos
não sei bem se posso seguir
estes desígnios ou
minguar à fome
destes signos.
Goulart Gomes, Salvador, BA
735
J. B. Sayeg
Clangor
Mundo em guerra
poesia quieta.
Os poetas andam
de bicicleta
não em suas pode
rosas máquinas
voadoras.
Vida inquieta
com sider
al all dreams
without lider.
A ciber (n) ética
ser / vindo
o homem a ser.
Vil medo a dúvida
do viver.
Para onde dirigir
o raio do laser?
(de Permissivo Amor, 1978)
poesia quieta.
Os poetas andam
de bicicleta
não em suas pode
rosas máquinas
voadoras.
Vida inquieta
com sider
al all dreams
without lider.
A ciber (n) ética
ser / vindo
o homem a ser.
Vil medo a dúvida
do viver.
Para onde dirigir
o raio do laser?
(de Permissivo Amor, 1978)
1 027
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