Sol amanhecer e pôr do sol

Poemas neste tema

William Arthur Ward

William Arthur Ward

As oportunidades são como o

As oportunidades são como o nascer do sol: se você esperar demais, vai perdê-las.
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Virginia Woolf

Virginia Woolf

O sol ainda não nascera.

O sol ainda não nascera. O mar se distinguia do céu, exceto por estar um pouco encrespado, como um tecido que se enrugasse.
532
Thomas Mann

Thomas Mann

O sol de inverno era

O sol de inverno era apenas um pobre brilho leitoso e débil atrás das camadas de nuvens sobre a cidade acanhada.
774
Robert Green Ingersoll

Robert Green Ingersoll

Sei que a vida é

Sei que a vida é boa. Lembro-me da luz do Sol e da chuva, mas então penso nos terremotos e nas inundações. Não esqueço da saúde e da colheita, do lar e do amor, mas o que dizer da pestilência e da fome? Não consigo harmonizar todas essas contradições, essa mescla de bênçãos e agonias, com a existência de um Deus infinitamente bondoso, sábio e poderoso.
538
Ramakrishna

Ramakrishna

Nem o Sol nem a

Nem o Sol nem a Lua podem refletir-se claramente na água lamacenta. Assim a alma universal não pode realizar-se perfeitamente em nós, enquanto não afastarmos o véu da ilusão, isto é, enquanto perdura o sentimento do eu e do meu.
573
Pablo Picasso

Pablo Picasso

Há pessoas que transformam o

Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol.
3 658
Oscar Wilde

Oscar Wilde

A beleza é uma forma

A beleza é uma forma da genialidade-aliás, é superior à genialidade na medida em que não precisa de comentário. Ela é um dos grandes fatos do mundo, assim como a luz do Sol, ou a primavera, ou a miragem na água escura daquela concha de prata que chamamos de lua. Não pode ser interrogada, é soberana por direito divino.
958
Octavio Paz

Octavio Paz

O dia abre os olhos

O dia abre os olhos e penetra em uma primavera antecipada. Tudo o que minhas mãos tocam voa. O mundo está cheio de pássaros.
825
Marcel Proust

Marcel Proust

Logo de manhã, com a

Logo de manhã, com a cabeça ainda voltada para a parede, e antes de ver, acima das grandes cortinas da janela, que matiz tinha a raia de luz, já eu sabia como estava o tempo.
709
Leo Buscaglia

Leo Buscaglia

Estamos tão ocupados ajudando a

Estamos tão ocupados ajudando a vida dos outros que nos esquecemos que a vida essencial é a nossa. Sente-se com seu companheiro, de vez em quando, e façam alguma coisa louca, como comer bolinho de peixe à luz de velas. Se não gostar de bolinho de peixe, experimente um hambúrguer do Mcdonalds! Mas acenda uma vela e toque música romântica! Abra uma garrafa de vinho e faça uma farra! ‘ Esse é o nosso momento. Nem atendemos ao telefone.’ Mesmo que seja à meia-noite – em todo caso, é a melhor hora. Já nos esquecemos de como é bom ver o amanhecer
780
Leo Buscaglia

Leo Buscaglia

Se eu só tivesse cinco

Se eu só tivesse cinco dias de vida, diria a fulano e sicrano que eu os amo.’ Digo, faça isso agora! ‘Se me restassem cinco dias, eu iria andar na praia e olhar o pôr-do-sol.’ O que é que você está esperando?
741
Leo Buscaglia

Leo Buscaglia

A morte é um processo

A morte é um processo contínuo e belo da vida. Depois que você a viu, não a teme mais. A morte é uma boa amiga, muito boa amiga, pois nos diz que não temos para sempre e temos que viver agora; assim, vocês vêem como cada minuto é precioso. Nós lemos isso e dizemos: ‘Ah, sim, é verdade’. Mas vivemos assim? Como é bom estar com o momento quando você vê uma flor. Quando alguém está falando com você, pelo amor de Deus, escute e não olhe por cima do ombro para ver o que mais está se passando. Se você não quiser estar comigo, então não fique comigo! Tudo bem, eu me adapto a isso. Mas já que vai ficar comigo, quer ficar comigo? Você diz: ‘Vou olhar para o mar.’ Você olha para o mar? ‘Ah, que pôr-do-sol mais lindo. ‘ Está falando sério? Você reconhece que ele nunca se repetirá?
764
Le Corbusier

Le Corbusier

A arquitetura é o jogo

A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz.
987
John Milton

John Milton

A juventude mostra o homem

A juventude mostra o homem tal como a manhã mostra o dia.
834
John Milton

John Milton

Verdade é como o impossível

Verdade é como o impossível ser sujado por qualquer toque externo como um raio de sol.
797
Harriet Beecher Stowe

Harriet Beecher Stowe

A primeira hora da manhã

A primeira hora da manhã é o leme do dia.
1 061
Gabriel García Márquez

Gabriel García Márquez

O mundo avança. Sim, respondi,

O mundo avança. Sim, respondi, avança, mas dando voltas ao redor do sol.
1 026
Gabriel García Márquez

Gabriel García Márquez

Debaixo do sol abrasador da

Debaixo do sol abrasador da rua comecei a sentir o peso dos meus noventa anos, e a contar minuto a minuto os minutos das noites que me faltavam para morrer.
965
Douglas Adams

Douglas Adams

Há um momento em cada

Há um momento em cada alvorecer quando a luz flutua; lá está a possibilidade de mágica. A criação prende sua respiração.
738
Charlie Chaplin

Charlie Chaplin

O sol faz um enorme

O sol faz um enorme espetáculo ao nascer e, mesmo assim, a maioria de nós continua a dormir.
960
Juan Gelman

Juan Gelman

Poema XXXIII

Basta
Não quero mais morte
Não quero mais dor ou sombras basta
Meu coração é esplêndido como a palavra
 
Meu coração tornou-se belo como o sol
Que sai voa canta meu coração
De manhã cedo é um passarinho
E depois é teu nome
 
Teu nome sobe todas as manhãs
Aquece o mundo e se põe
Só em meu coração
Sol em meu coração
 
Amor que serena, termina?
1 358
Sousândrade

Sousândrade

Canto Segundo [I

Opalescem os céus — clarões de prata —
Beatífica luz pelo ar mimoso
Dos nimbos d'alva exala-se, tão grata
Acariciando o coração gostoso!

Oh! doce enlevo! oh! bem-aventurança!
Paradíseas manhãs! riso dos céus!
Inocência do amor e da esperança
Da natureza estremecida em Deus!

Visão celeste! angélica encarnada
Co'a nitente umidez d'ombros de leite,
Onde encontra amor brando, almo deleite,
E da infância do tempo a hora foi nada!

A claridade aumenta, a onda desliza,
Cintila co'o mais puro luzimento;
De púrpura, de ouro, a c'roa se matiza
Do tropical formoso firmamento!

Qual um vaso de fina porcelana
Que de através o sol alumiasse,
Qual os relevos da pintura indiana
É o oriente do dia quando nasce.

Uma por uma todas se apagaram
As estrelas, tamanhas e tão vivas,
Qual os olhos que lânguidas cativas,
Mal nutridas de amores, abaixaram.

Aclaram-se as encostas viridantes,
A espreguiçar-se a palma soberana;
Remonta a Deus a vida, à origem d'antes,
Amiga e matinal, donde dimana.

Acorda a terra; as flores da alegria
Abrem, fazem do leito de seus ramos
Sua glória infantil; alcion em clamos
Passa cantando sobre o cedro ao dia

Lindas loas boiantes; o selvagem
Cala-se, evoca doutro tempo um sonho,
E curva a fronte... Deus, como é tristonho
Seu vulto sem porvir em pé na margem!

Talvez a amante, a filha haja descido,
Qual esse tronco, para sempre o rio —
Ele abana a cabeça co'o sombrio
Riso do íris da noite entristecido.

(...)


Publicado no livro Impressos (1868/1869). Poema integrante da série Guesa Errante.

In: SOUSÂNDRADE. O Guesa. Londres: Cooke e Halsted, The Moorfields Press, 1888

NOTA: Poema inacabado, composto de 13 canto
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Olegário Mariano

Olegário Mariano

Arco-Íris

Choveu tanto esta tarde
Que as árvores estão pingando de contentes.
As crianças pobres, em grande alarde,
Molham os pés nas poças reluzentes.

A alegria da luz ainda não veio toda.
Mas há raios de sol brincando nos rosais.
As crianças cantam fazendo roda,
Fazendo roda como os tangarás:

"Chuva com sol!
Casa a raposa com o rouxinol."

De repente, no céu desfraldado em bandeira,
Quase ao alcance da nossa mão,
O Arco-da-Velha abre na tarde brasileira
A cauda em sete cores, de pavão.


Publicado no livro Canto da Minha Terra (1930).

In: MARIANO, Olegário. Toda uma vida de poesia: poesias completas, 1911/1955. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1957. v.
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Vicente de Carvalho

Vicente de Carvalho

Sonho Póstumo

I

Poupem-me, quando morto, à sepultura: odeio
A cova, escura e fria.
Ah! deixem-me acabar alegremente, em meio
Da luz, em pleno dia.

O meu último sono eu quero assim dormi-lo:
— Num largo descampado,
Tendo em cima o esplendor do vasto céu tranquilo
E a primavera ao lado.

Bailem sobre o meu corpo asas trêmulas, asas
Palpitando de leve,
De insetos de ouro e azul, ou rubros como brasas,
Ou claros como neve.

De entre moutas em flor, oscilantes na aragem,
Úmidas e cheirosas,
Espalhando em redor frescuras de folhagem,
E perfumes de rosas,

Subam, jovializando o ar, canções suaves
— A música sonora
Em que parece rir a alegria das aves,
Encantadas da aurora.

E cada flor que um galho acaso dependura
À beira dos caminhos
Entreabra o seio ao sol, às brisas, à doçura
De todos os carinhos.

Passe em redor de mim um frêmito de gozo
E um calor de desejo,
E soe o farfalhar das árvores, moroso
Como o rumor de um beijo.

Palpite a natureza inteira, bela e amante,
Volutuosa e festiva.
E tudo vibre e esplenda, e tudo fulja e cante,
E tudo sonhe e viva.

A sepultura é noute onde rasteja o verme...
Ó luz que eu tanto adoro,
Amortalha-me tu! E possa eu desfazer-me
No ar claro e sonoro!


Publicado no livro Poemas e Canções (1908).

In: CARVALHO, Vicente de. Poemas e canções. 17.ed. São Paulo: Saraiva, 196
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