Poemas neste tema
Sucesso e Fracasso
Edgar Allan Poe
Epigram for Wall Street
I'll tell you a plan for gaining wealth,
Better than banking, trade or leases —
Take a bank note and fold it up,
And then you will find your money in creases!
This wonderful plan, without danger or loss,
Keeps your cash in your hands, where nothing can trouble it;
And every time that you fold it across,
'Tis as plain as the light of the day that you double it!
1845
Better than banking, trade or leases —
Take a bank note and fold it up,
And then you will find your money in creases!
This wonderful plan, without danger or loss,
Keeps your cash in your hands, where nothing can trouble it;
And every time that you fold it across,
'Tis as plain as the light of the day that you double it!
1845
1 169
Jorge Luis Borges
Mateo, XXV, 30
El primer puente de Constitución y a mis pies
Fragor de trenes que tejían laberintos de hierro.
Humo y silbatos escalaban la noche,
Que de golpe fue el juicio Universal. Desde el invisible horizonte
Y desde el centro de mi ser, una voz infinita
Dijo estas cosas (estas cosas, no estas palabras,
Que son mi pobre traducción temporal de una sola palabra):
-Estrellas, pan, bibliotecas orientales y occidentales,
Naipes, tableros de ajedrez, galerías, claraboyas y sótanos,
Un cuerpo humano para andar por la tierra,
Uñas que crecen en la noche, en la muerte,
Sombra que olvida, atareados espejos que multiplican,
Declives de la música, la más dócil de las formas del tiempo,
Fronteras del Brasil y del Uruguay, caballos y mañanas,
Una pesa de bronce y un ejemplar de la Saga de Grettir,
Álgebra y fuego, la carga de Junín en tu sangre,
Días más populosos que Balzac, el olor de la madreselva,
Amor y víspera de amor y recuerdos intolerables,
El sueño como un tesoro enterrado, el dadivoso azar
Y la memoria, que el hombre no mira sin vértigo,
Todo eso te fue dado, y también
El antiguo alimento de los héroes:
La falsía, la derrota, la humillación.
En vano te hemos prodigado el océano,
En vano el sol, que vieron los maravillados ojos de Whitman;
Has gastado los años y te han gastado,
Y todavía no has escrito el poema.
1953
"El otro, el mismo" (1964)
Jorge Luis Borges | "Poesia Completa", pág. 182 | Debolsillo, 3ª. edição, 2016
Fragor de trenes que tejían laberintos de hierro.
Humo y silbatos escalaban la noche,
Que de golpe fue el juicio Universal. Desde el invisible horizonte
Y desde el centro de mi ser, una voz infinita
Dijo estas cosas (estas cosas, no estas palabras,
Que son mi pobre traducción temporal de una sola palabra):
-Estrellas, pan, bibliotecas orientales y occidentales,
Naipes, tableros de ajedrez, galerías, claraboyas y sótanos,
Un cuerpo humano para andar por la tierra,
Uñas que crecen en la noche, en la muerte,
Sombra que olvida, atareados espejos que multiplican,
Declives de la música, la más dócil de las formas del tiempo,
Fronteras del Brasil y del Uruguay, caballos y mañanas,
Una pesa de bronce y un ejemplar de la Saga de Grettir,
Álgebra y fuego, la carga de Junín en tu sangre,
Días más populosos que Balzac, el olor de la madreselva,
Amor y víspera de amor y recuerdos intolerables,
El sueño como un tesoro enterrado, el dadivoso azar
Y la memoria, que el hombre no mira sin vértigo,
Todo eso te fue dado, y también
El antiguo alimento de los héroes:
La falsía, la derrota, la humillación.
En vano te hemos prodigado el océano,
En vano el sol, que vieron los maravillados ojos de Whitman;
Has gastado los años y te han gastado,
Y todavía no has escrito el poema.
1953
"El otro, el mismo" (1964)
Jorge Luis Borges | "Poesia Completa", pág. 182 | Debolsillo, 3ª. edição, 2016
1 843
João Ferry
Fim de Escola
Na escola toda vez, quando aparece
O exame final do fim do ano,
Nervoso cada qual faz uma prece,
Receando sofrer um desengano.
Boas notas só tem quem as merece,
E quem as obtém vaidoso e ufano,
Muitas vezes até depressa esquece,
Da professora e seu trabalho insano.
E o aluno fica alegre e mui contente,
Para gozar as férias bem feliz,
No lar para onde volta sorridente.
Mas acontece que o aluno mau,
Que de vadio estudar não quis,
Volta pra casa, mas só leva pau!...
O exame final do fim do ano,
Nervoso cada qual faz uma prece,
Receando sofrer um desengano.
Boas notas só tem quem as merece,
E quem as obtém vaidoso e ufano,
Muitas vezes até depressa esquece,
Da professora e seu trabalho insano.
E o aluno fica alegre e mui contente,
Para gozar as férias bem feliz,
No lar para onde volta sorridente.
Mas acontece que o aluno mau,
Que de vadio estudar não quis,
Volta pra casa, mas só leva pau!...
902
Castro Alves
A Eugênia Câmara
Ainda uma vez tu brilhas sobre o palco,
Ainda uma vez eu venho te saudar...
Também o povo vem rolando aplausos
Às tuas plantas mil troféus lançar...
Após a noite, que passou sombria,
A estrela-d`alva pelo céu rasgou...
Errante estrela, se lutaste um dia,
Vê como o povo o teu sofrer pagou...
Lutar!... que importa, se afinal venceste?
Chorar!... que importa, se afinal sorris?
A tempestade se não rompe a estátua
Lava-lhe os pés e a triunfal cerviz.
Ouves o aplauso deste povo imenso,
Lava, que irrompe do pop'lar vulcão?
É o bronze rubro, que ao fundir dos bustos
Referve ardente do porvir na mão.
O povo... o povo... é um juiz severo,
Maldiz as trevas, abençoa a luz...
Sentiu teu gênio e rebramiu soberbo:
— P'ra ti altares, não do poste a cruz.
Que queres? Ouve! — são mil palmas férvidas,
Olha! — é o delírio, que prorrompe audaz.
Pisa! — são flores, que tu tens às plantas,
Toca no fronte — coroada estás.
Descansa, pois, como o condor nos Andes,
Pairando altivo sobre terra e mar,
Pousa nas nuvens p'ra arrogante em breve
Distante... longe... mais além voar.
Recife, 1866.
Publicado no livro Obras completas (1921). Poema integrante da série Hinos do Equador.
In: ALVES, Castro. Obra completa. Org. e notas Eugênio Gomes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 198
Ainda uma vez eu venho te saudar...
Também o povo vem rolando aplausos
Às tuas plantas mil troféus lançar...
Após a noite, que passou sombria,
A estrela-d`alva pelo céu rasgou...
Errante estrela, se lutaste um dia,
Vê como o povo o teu sofrer pagou...
Lutar!... que importa, se afinal venceste?
Chorar!... que importa, se afinal sorris?
A tempestade se não rompe a estátua
Lava-lhe os pés e a triunfal cerviz.
Ouves o aplauso deste povo imenso,
Lava, que irrompe do pop'lar vulcão?
É o bronze rubro, que ao fundir dos bustos
Referve ardente do porvir na mão.
O povo... o povo... é um juiz severo,
Maldiz as trevas, abençoa a luz...
Sentiu teu gênio e rebramiu soberbo:
— P'ra ti altares, não do poste a cruz.
Que queres? Ouve! — são mil palmas férvidas,
Olha! — é o delírio, que prorrompe audaz.
Pisa! — são flores, que tu tens às plantas,
Toca no fronte — coroada estás.
Descansa, pois, como o condor nos Andes,
Pairando altivo sobre terra e mar,
Pousa nas nuvens p'ra arrogante em breve
Distante... longe... mais além voar.
Recife, 1866.
Publicado no livro Obras completas (1921). Poema integrante da série Hinos do Equador.
In: ALVES, Castro. Obra completa. Org. e notas Eugênio Gomes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 198
2 223
Fernando Pessoa
THE ACURSED POET
Here the accursed poet lies,
Hid far from the pure blue skies;
Mixed with mud filth he lies
At the bottom of the stream.
He dreamed many a strange dream.
He loved mankind but he did nought
For mankind's good. Vain was his thought.
He would be loved and he was not.
The sun in morn or evening glow
Can reach him not where deep he lies
With mud and filth far from the skies.
He ached to feel, he ached to know.
He did aspire to what should last
Beyond the time that did it show.
Full of the giant city's waste
The river over him doth flow.
Dark over him flows the river.
Down to him no light can go.
Damn'd be he for ever!
Hid far from the pure blue skies;
Mixed with mud filth he lies
At the bottom of the stream.
He dreamed many a strange dream.
He loved mankind but he did nought
For mankind's good. Vain was his thought.
He would be loved and he was not.
The sun in morn or evening glow
Can reach him not where deep he lies
With mud and filth far from the skies.
He ached to feel, he ached to know.
He did aspire to what should last
Beyond the time that did it show.
Full of the giant city's waste
The river over him doth flow.
Dark over him flows the river.
Down to him no light can go.
Damn'd be he for ever!
1 409
Fernando Pessoa
SAUDAÇÃO [d]
SAUDAÇÃO
A minha universalite —
A ânsia vaga, a alegria absurda, a dor indecifrável
Síndroma da doença da Incongruência Final.
Curso do êmbolo do dinamismo abstracto
Do vácuo dinâmico do mundo!
A minha aspiração consubstanciada com fórmulas
Matemática de mim falido
A minha universalite —
A ânsia vaga, a alegria absurda, a dor indecifrável
Síndroma da doença da Incongruência Final.
Curso do êmbolo do dinamismo abstracto
Do vácuo dinâmico do mundo!
A minha aspiração consubstanciada com fórmulas
Matemática de mim falido
1 388
Fernando Pessoa
THE CIRCLE
I traced a circle on the ground,
It was a mystic figure strange
Wherein I thought there would abound
Mute symbols adequate of change,
And complex formulas of Law,
Which is the jaws of Change's maw.
My simpler thoughts in vain had stemmed
The current of this madness free,
But that my thinking is condemned
To symbol and analogy:
I deemed a circle might condense
With calm all mystery's violence.
And so in cabalistic mood
A circle traced I curious there;
Imperfect the made circle stood
Thought formed with minutest care.
From magic's failure deeply I
A lesson took to make me sigh.
It was a mystic figure strange
Wherein I thought there would abound
Mute symbols adequate of change,
And complex formulas of Law,
Which is the jaws of Change's maw.
My simpler thoughts in vain had stemmed
The current of this madness free,
But that my thinking is condemned
To symbol and analogy:
I deemed a circle might condense
With calm all mystery's violence.
And so in cabalistic mood
A circle traced I curious there;
Imperfect the made circle stood
Thought formed with minutest care.
From magic's failure deeply I
A lesson took to make me sigh.
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